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Odilon Fernandes – advogado, escritor, professor e procurador federal aposentado.

A desgraça do Brasil

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publicado em 04/06/2018 às 10h22
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A desgraça do nosso País deve-se a vários aspectos com origem nos mais variados costumes que possuímos. São males pelos quais somos os responsáveis, presentes em todos os meios da nossa sociedade. Podemos, portanto, afirmar que a desgraça do Brasil é o próprio brasileiro, a nossa ignorância é uma das nossas maiores doenças, entre nós a profissão de professor é uma das mais desvalorizadas, observamos que o caminhoneiro, o policial, o Juiz, o gari, o agricultor, o médico, são muito mais valorizados que o professor, não que essas profissões devam ser desprestigiadas, o nosso erroé desvalorizar a profissão que dá mais dignidade a toda uma Nação. Chegamos ao ponto que quase ninguém maisquer ser professor, no Brasil por erros como este é cada vez mais desprestigiado entre todas as nações. Chegamos ao ponto que qualquer semianalfabeto pode ser Presidente da República, não pode ser contínuo,office-boy, motoboy, ascensorista , vendedor, mas pode ser o Supremo Mandatário  do nosso País, nosso políticos, segundo a nossa história, o julgamento dos nosso Tribunais, segundo os Juízes, como Gilmar Mendes, são todos inocentes, não são culpados de nada, quando muito atribuem, nas delações premiadas, em suas declarações habituais, seus erros, seus crimes, a outros, e todos nós gostamos de nos enganar a nós mesmos ou deixar-nos ser enganados pelos outros. A ignorância é a maior doença da humanidade e somos, praticamente, todos ignorantes, não costumamos, com racionalidade, ter ideais, vemos e convivemos com a corrupção como se fosse uma prática sábia e saudável e somos tolos, não admitimos erros e não procuramos nos redimir dos que cometemos, achamos mais sábio colocar a culpa nos atos reprováveis que cometemos nos outros, Sócrates, quase cinco séculos A. C. já dizia, “O tolo, quando erra, queixa-se dos outros; o sábio queixa-se de si mesmo”.

Padecemos do desinteresse e pela falta de curiosidade em aprender, falta-nos estímulos para levar-nos a buscar uma consciência crítica, lúcidae inteligente, vivemos a negar o valor do conhecimento científico, nos nossos atos e nos nossos costumes, desvalorizamos e até ridicularizamos a sabedoria, cultuamos a mentira a troco da falsa imagem de povo criativo e cordial, quando na realidade quase nada criamos e a nossa cordialidade é efêmera, passageira, na maioria das vezes pautada em interesses, ocorrendo o mesmo com a amizade.

Não mais sabemos educar os nossos filhos, defender o interesse público, o interesse social. Somos tão levianos que chegamos ao ponto de considerar quem desenha o nome de alfabetizado.

Resumindo nossa desgraça é valorizar somente a pompa, a aparência e chegamos ao ponto de considerar um analfabeto como sábio ao chegar a Presidência da República, ao nos orgulhar achando-nos amigos de políticos corruptos como o que atualmente é tido por poucos o atual Presidente, profissional da política por quase 50 anos sem nada que mereça destaque na sua vida pública, ignoramos que o saber tem que ser baseado na abrangência e volto a afirmar, nossa maior desgraça é o desprestígio, o descaso, para como professor, para com a educação.

Odilon de Lima Fernandes

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