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Movimentos testam força nas ruas contra Dilma

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publicado em 12/04/2015 ás 09h01
Vilmar Bannach/Futura Press

Há cerca de um mês, em 15 de março, milhares saíram às ruas em protesto contra o governo da presidente Dilma Rousseff. Neste domingo (12), grupos como Vem pra Rua, Movimento Brasil Livre, Revoltados Online e SOS Forças Armadas organizam a partir das 9 horas manifestações em algumas centenas de cidades brasileiras, a exemplo da capital paraibana João Pessoa.

Em parte, o ato do mês passado ganhou projeção e adesões acima do esperado por conta do momento tenso vivido pelo governo – agravado principalmente pelo escândalo de corrupção revelado pela Operação Lava Jato e pela munição pesada da oposição.

Semanas depois, os movimentos anti-Dilma e a oposição passarão por um teste importante. Se a adesão aos protestos deste domingo for tão significativa quanto a que se viu em 15 de março, os opositores marcam mais um ponto em um momento importante do jogo político.

Mas se a impaciência com o governo der sinais de arrefecimento nas ruas, o PT ganhará um fôlego adicional e terá um sinal de que as medidas tomadas recentemente, como a escolha de Renato Janine Ribeiro para o Ministério da Educação e a falta de apoio a votação das mudanças nas regras da terceirização.

Segundo os cientistas políticos, a possível diminuição do engajamento nos protestos deste domingo seria resultado da frustração com a falta de resultados imediatos após o protesto de março. Também pode minimizar o interesse em atos como o de hoje a percepção por parte dos cidadãos de que o grande vencedor da manifestação do dia 15 de março tenha sido o PMDB – partido que não tem a simpatia de boa parte daqueles que raíram às ruas para pedir o impeachment de Dilma. Ainda entram na lista de motivos, segundo os especialistas, a fragmentação das pautas e alguma reação do governo como, por exemplo, o lançamento do Pacote Anticorrupção.

IG

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