João Pessoa, 09 de abril de 2015 | --ºC / --ºC
Dólar - Euro
O juiz Fábio Uchôa Montenegro, da 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, declarou Daniel de Oliveira Coutinho inimputável e, por isso, o absolveu da acusação de matar a facadas o pai, o cineasta Eduardo Coutinho, em fevereiro do ano passado. Em decisão desta quarta-feira, o juiz decretou a internação de Daniel em estabelecimento oficial para portadores de doença mental por no mínimo três anos.
Montenegro se baseou em laudo psiquiátrico e declarou na decisão que “o réu é inimputável, portador de doença mental – Transtorno Esquizotípico -, uma vez que não era, ao tempo da ação, inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato”.
A decisão de interná-lo foi justificada como medida de segurança “tendo em vista a gravidade de sua doença mental, apontada pela perícia forense e pela privada, a potencialidade de perigo que o mesmo representa para a sociedade e para si próprio”.
Crime – Coutinho foi encontrado morto no apartamento onde vivia com a mulher e o filho no bairro da Lagoa, na Zona Sul do Rio. O rapaz ainda tentou matar a mãe, Maria das Dores de Oliveira Coutinho, de 62 anos. Ela levou duas facadas no peito, três no abdômen e uma sofreu lesão no fígado. Após atacar os pais, Daniel desferiu golpes de faca contra o próprio abdômen na tentativa de se matar.
Veja
DEBATE PÚBLICO - 13/05/2026





