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FATALIDADE

Homem busca mãe e é morto por seis cães

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publicado em 12/03/2015 ás 14h39
atualizado em 12/03/2015 ás 15h23

O comerciante Itamir Fogaça da Silva, de 45 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (12) atacado por pelo menos seis cães em um imóvel na Rua Soldado Cristóvão Morais Garcia, na Vila Maria, Zona Norte de São Paulo, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

A corporação informou que o rapaz pulou o muro da residência onde vivia a mãe dele, Marlene Vieira Coco, e acabou atacado. Ele estava preocupado, segundo testemunhas, porque não conseguia contato com a mãe. Os bombeiros constataram depois que a mulher estava morta no interior do imóvel. A suspeita é que ela morreu de causas naturais.

A idosa tinha cerca de 80 anos e era acumuladora de objetos e animais, segundo Jade Eline Santana da Silva, de 20 anos, que é filha de Itamir. A família não tinha contato com ela havia 18 dias, por isso o comerciante decidiu entrar no quintal. Jade conta que a avó costumava se trancar em casa e ficar longos períodos sem dar notícias.

Itamir morava na casa ao lado com a mulher e dois filhos. Segundo Jade, os animais conheciam o comerciante. Peritos que estiveram no imóvel dizem que a idosa estava morta há 15 a 18 dias, por isso acreditam que os animais estavam famintos, o que pode ter motivado o ataque.

Cães

Seis equipes dos bombeiros foram até a residência, chamados pelos vizinhos que ouviram os gritos de socorro, e constataram a morte do homem. Segundo a corporação, ele teve o rosto desfigurado pelos cães. Por volta das 13h30, os cachorros eram retirados do quintal da residência. Um dos animais precisou ser sacrificado porque atacou a equipe que tentava socorrer o comerciante, segundo a polícia.

Equipes do Centro de Controle de Zoonoses foram até o imóvel e retiraram cinco cães. Foram usados tranquilizantes nos animais. Eles serão levados para uma unidade em Santana, na mesma região da cidade. A polícia diz que eles são cães sem raça definida, mas alguns deles misturados com a raça pitbull.

O Corpo de Bombeiros diz que acionou o Centro de Controle de Zoonoses, da Prefeitura de São Paulo, no fim da manhã para remover os cães, mas que o atendimento foi recusado em um primeito momento. O G1 procurou a Secretaria Municipal da Saúde, que responde pelo centro, e aguarda um retorno.

G1

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