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PL anuncia que pedirá suspensão da diplomação de prefeito, diz advogado

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publicado em 14/04/2026 ás 11h48
atualizado em 14/04/2026 ás 11h49

O Partido Liberal na Paraíba anunciou que vai pedir a suspensão da diplomação de Edvaldo Neto, prefeito eleito em Cabedelo e que foi afastado após a deflagração da Operação Cítrico da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (14). O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa que contou os ex-candidatos Walber Virgolino e Morgana Maceno, o deputado estadual George Morais, o senador Efraim Filho e o advogado do PL, Saul Barros.

O advogado anunciou que já que foram propostas algumas Ações de Investigação Eleitoral (AIJE) apontando diversas suspostas irregularidades, incluindo aliciamento ilícito de eleitores por parte da campanha do então prefeito Edvaldo. Segundo ele, a proposta de pedir a suspensão da diplomação do prefeito tem como finalidade evitar a perpetuação do mesmo grupo que mantém as organizações criminosas no poder.

Operação Cítrico

Deflagrada na manhã desta terça-feira (14), o esquema investigado teria se valido da contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, com infiltração de faccionados em estruturas da Prefeitura de Cabedelo/PB, circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado e utilização de contratos administrativos como instrumento de manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional.

A investigação revelou um consórcio entre agentes políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes de organização criminosa, voltado à perpetuação de contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas, cujo valor pode chegar até R$ 270 milhões de reais.

Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de outras cautelares pessoais determinadas pelo Poder Judiciário, tais como o afastamento do atual Prefeito de Cabedelo/PB e de outros servidores públicos, com a finalidade de aprofundar a colheita probatória, preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas investigadas. As diligências são executadas em regime de força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por intermédio do GAECO, e a Controladoria-Geral da União.

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