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Operação Crítico

“Se sentem os donos da cidade”, diz Walber sobre operação que afastou Edvaldo Neto

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publicado em 14/04/2026 ás 08h30

O deputado estadual e candidato a prefeito de Cabedelo na eleição suplementar deste ano se pronunciou acerca da Operação Crítico, deflagrada pela Polícia Federal e que afastou Edvaldo Neto da Prefeitura. Questionado pelo Portal MaisPB, Walber apontou um sentimento de indignação e que é uma situação que ocorre há anos, desde a gestão de Victor Hugo. Ainda de acordo com o deputado, esse grupo das últimas gestões “não respeitam as leis e se sentem os “donos da cidade”.

O deputado também afirmou que a eleição foi colocada na Justiça por ele com mais de cinco Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), apontando abuso de poder econômico, aumento de gastos com pessoal em tempo de campanha e prisão de acusados de envolvimento no tráfico empregados pela Prefeitura.

Operação Crítico

Deflagrada na manhã desta terça-feira (14), o esquema investigado teria se valido da contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, com infiltração de faccionados em estruturas da Prefeitura de Cabedelo/PB, circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado e utilização de contratos administrativos como instrumento de manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional.

A investigação revelou um consórcio entre agentes políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes de organização criminosa, voltado à perpetuação de contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas, cujo valor pode chegar até R$ 270 milhões de reais.

Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de outras cautelares pessoais determinadas pelo Poder Judiciário, tais como o afastamento do atual Prefeito de Cabedelo/PB e de outros servidores públicos, com a finalidade de aprofundar a colheita probatória, preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas investigadas. As diligências são executadas em regime de força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por intermédio do GAECO, e a Controladoria-Geral da União.

MaisPB