João Pessoa, 04 de abril de 2026 | --ºC / --ºC
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Cada um, uns, outros não, talvez, tenham o dever ou não de insistentemente provar seu talento, e tornando, assim, sua capacidade vulnerável, tropeços e falhas, porque o tempo é outro e já não existe mais o pacto à Dorian Gray (foto), onde falas, calas e nada mais. Faça sua parte que os instrumentos se afinam – ou não.
A pessoa manda uma mensagem, a outra sinaliza e diz: “gostei, adorei” – mentira, nem leu, porque não viu que havia citação a sua pessoa. As ligações falham mas falam: “foi sem querer” e uma procissão endemoniada tem vários perfis e palpites, quando até os animadores do circulo, do trabalho, da igreja, da família, não esquecem a vida alheia.
Como assinalou Georges Braque, pintor e escultor francês, “as provas cansam a verdade”. Às tantas, tontas, de tanto insistir no que será que fará ou ao que se destina, de cada um ser mais enfático que outros, as roupas, o perfume, os carros elétricos e damas de copas e espadas, superam os dramas do vigor existencial etc.
Daí a angústia das ruas, dos folgados ou afogados, que andam à solta e cada um, uns, outros, parecem empenhados em coagir que reconheçam sua importância, o seu protagonismo ou valor, de modo a reforçar para si mesmo a sensação de pertencer ao mundo zoom, de se fazer não estar imerso nele. Não é por aí.
Todos estão, de algum modo, nessa desorganização à sua volta – imensas agendas de eventos, uma incessante campanha, sem nada a dizer ou fazer.
A literatura cada vez mais é descartada, por apontar um sentido oposto, para que cada um se disponha a ficar na sombra no seu lugar ao sol, a que chamamos experiência ou coisa nenhuma, mas todo mundo quer alguma coisa, menos os livros, que têm olhos para todos os lados.
Eu ando pela cidade filmando casas, lixo, prédios abandonados, como quem come poesia e arte, e guardo essa memória comigo. Não como uma bandeira do passado, mas pela felicidade provocada nos seguidores, que me abordam nos lugares, perto ou longe – dessa maneira.
Para salientar ( essa palavra salientar é o máximo) a falta de satisfação, aquela busca de prazer que a maior parte das vezes sai inteiramente gorada, eu não faço parte de grupo nenhum. Nada de urgência sem necessidade.
Nos melhores assentos no avião, (os da frente) eu viajo no tapete voador cor de poeira.
Kapetadas
1 – Quer saber? O articulista ideal para a mídia hoje é aquele com currículo que impressiona e opinião que não ameaça.
2 – Cada um se ilude com a mentira que mais lhe agrada.
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BOTAFOGO-PB CAMPEÃO PARAIBANO, BASTIDORES DO TÍTULO E TRANSFERÊNCIAS - 01/04/2026