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Jornalista paraibano, sertanejo que migrou para a capital em 1975. Começou a carreira  no final da década de 70 escrevendo no Jornal O Norte, depois O Momento e Correio da Paraíba. Trabalha da redação de comunicação do TJPB e mantém uma coluna aos domingos no jornal A União. Vive cercado de livros, filmes e discos. É casado com a chef Francis Córdula e pai de Vítor. E-mail: [email protected]

Uma primícia

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publicado em 17/03/2026 ás 07h00
atualizado em 17/03/2026 ás 07h47

Não sei o que escrever. Lembrei da minha noiva, da casa dela, ambiente rico, rural,  festivo, e eu acabei minutinhos antes de pular a fogueira. Hoje deve ser uma donzela, minha culpa, minha máxima culpa

Não sei o que escrever. Assuntos outros concorrem para a  velha desordem amorosa, que nasce antes das primícias, mas coisa jeca é sapato apertado.

Pensei na literatura de Walter Hugo Mãe,  (foto) seus contos me deixaram em êxtase.

Meu texto não me pertence desde quando eu não tenha um tema, mas de todos nós, de nós dois, que aqui ganham novos significados, abrindo-se em sonhos, no capricho. Tenho dito.

O exercício de escrita inventada não é apenas um delírio, só uma apropriação da minha cabeça na plêiade de escritores, pensadores, filósofos, poetas, dos mais variados mundos e de vários tempos, convocados pela efabulação. Não, eu não sou ninguém,

Com efeito, o leitor é surpreendido pela desconstrução do meu texto, dos excertos textuais citados (Dom Quixote, com quem andei conversando, recebe a missão secreta, refere-se ao seu criador como “o pai Cervantes” p. 68),

Por essa via,  na condição de personagens ficcionais, eu sou um  deles, o personagem do banco vermelho na calçada do TJPB

O que devo escrever e não estou escrevendo, constitui e marca da originalidade de não saber escrever textos. Céus! Eu não sei o que estou escrevendo. Salva-me, WG!

Puxa vida! O texto está acabando e eu não sei como serão as kapetadas desafiantes e penteadas, como meus cabelos,  por um humor e delírio desconcertante que se alia ao traço elegante e bem-humorado das ilustrações de pessoas andando de mãos dadas. É tão bonito. Deve ser aí que começa o amor, depois o sexo.

Aqui no computador, escuto o som que vem da Varanda, é Gal Costa cantando como dois e dois são 5 que Caetano fez para Roberto Carlos. Pronto achei um tema:  a  numerologia essa prática esotérica que analisa a influência energética dos números na personalidade e no destino. Ué, mas não sou astrologo, nem Al Capone.

Vou dormir e sonhar com os anjos. E a primícia? Ah! O Brasil não tem jeito. Nunca vi tanto roubo nos mais diversos batalhões, nosso dinheiro, que o gato  não comeu.

Kapetadas

1 – Ganhar um Oscar muda a carreira; perder ensina a importância de bajular mais gente.

2 – Ao saber que não ganhou nada no Oscar, Perna Cabeluda sai chutando celebridades de Hollywood.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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