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O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Dinho Dowsley (PSD), saiu em defesa, nesse sábado (15), da secretária de Educação, América de Castro. A manifestação vem após vereadores e a Associação de Mães Autistas da Paraíba (AIMA) criticarem as declarações da gestora, no Programa Hora H, da Rede Mais, em que América ter registrado estar
“tranquila” quantoo à denúncia de estupro de criança autista numa unidade educacional do município como “suspeita”, de ter minimizado o caso como “suspeita”, sugerido que a violência “pode ter acontecido fora da escola” e expressado estranheza pelo fato da vítima não ter voltado para o ambiente escolar dois dias seguidos ao fato denunciado.
Em nota, Dinho disse que na entrevista à Rede Mais, a gestora se colocou à disposição para que o caso seja devidamente apurado. “Essa postura transparente e firme mostra o compromisso real com a verdade e a proteção de todos os alunos”, destacou.
“Como pai de um filho autista, reconheço a importância de uma gestão que acolhe, escuta e oferece uma rede de ensino de qualidade. É por isso que tantas famílias buscam a escola pública de João Pessoa: porque sabem que ali existe cuidado, estrutura e profissionais dedicados”, complementou Dinho.
Repercurssão e críticas
A fala da secretária, porém, repercutiu negativamente e foi alvo de críticas da vereadora Jailma Carvalho (PSB) e da Associação de Mães Autistas da Paraíba (AIMA).
Jailma citou que sentiu “profunda indignação” com a resposta de América e criticou o fato dela ter dito que acompanha o caso “com tranquilidade”.
“Me causa profunda indignação ouvir da secretária de Educação de João Pessoa que acompanha a denúncia de violência sexual sofrida por um estudante autista dentro de uma escola municipal ‘com tranquilidade’”, disse a parlamentar.
Logo depois do posicionamento de Dinho, a Associação de Mães Autistas da Paraíba (AIMA) cobrou solidariedade da secretária com a vítima.
“Vamos ter solidariedade com a família, a família que sofreu um ato tão perverso e cruel! (…) Uma criança, independente de ser autista, de ter uma deficiência, um ser humano, que para o resto de sua vida terá que lidar com esse trauma! Essa mãe, despedaçada, essa família arruinada!”, escreveu a entidade.
O caso
Uma mãe denunciou à Polícia Civil que o filho de 12 anos, uma criança autista, foi estuprado por alunos dentro de uma escola municipal de João Pessoa.
O delegado responsável pelo caso, Diego Garcia, informou ao Portal MaisPB, revelou que os abusos teriam acontecido no banheiro da escola praticados por adolescentes mais velhos.
“A mãe desse adolescente relatou que seu filho teria sido abusado sexualmente por outros alunos dessa escola. Essas eventualidades aconteciam no banheiro dessa unidade escolar (…) Informações da própria mãe e da criança dizem que se tratam de adolescentes mais velhos”, declarou o delegado.
O caso aconteceu essa semana e foi noticiado à Delegacia pelos pais da vítima, conforme apurou o Portal MaisPB. O nome da instituição de ensino está sendo preservado pela reportagem para preservar a vítima.
Após a denúncia, o estudante foi encaminhado para uma escuta especializada para fornecer mais detalhes sobre o caso. Um exame foi realizado e o abuso foi constatado.
MaisPB
BOLETIM DA REDAÇÃO - 16/12/2025





