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Francisco Leite Duarte é Advogado tributarista, Auditor-fiscal da Receita Federal (aposentado), Professor de Direito Tributário e Administrativo na Universidade Estadual da Paraíba, Mestre em Direito econômico, Doutor em direitos humanos e desenvolvimento e Escritor. Foi Prêmio estadual de educação fiscal ( 2019) e Prêmio Nacional de educação fiscal em 2016 e 2019. Tem várias publicações no Direito Tributário, com destaque para o seu Direito Tributário: Teoria e prática (Revista dos tribunais, já na 4 edição). Na Literatura publicou dois romances “A vovó é louca” e “O Pequeno Davi”. Publicou, igualmente, uma coletânea de contos chamada “Crimes de agosto”, um livro de memórias ( “Os longos olhos da espera”), e dois livros de crônicas: “Nos tempos do capitão” …

Tributação dos super ricos: a suprema dor dos pobres de direita

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publicado em 01/09/2023 às 07h00
atualizado em 31/08/2023 às 15h27

Estou com pena de um certo tipo de gente. Não deveria, mas meu coração é mole e eu nasci em 5 de setembro, o mesmo signo de Barão, meu cachorrinho que virou estrela, muito sensível a essas coisas abobalhadas.

Não é que os pobres de direita, desses com o miolo do juízo carcomido pelo o bolsonarismo, andam bufando, à maneira de gado brabo, porque o governo resolveu aumentar a tributação dos rendimentos oriundos das aplicações dos fundos bilionários?!

Sim. Acham isso um roubo, aumentar a tributação desses coitadinhos, uma parcela ínfima da sociedade que tem, sem quaisquer peias ou reservas, mais de 10 milhões de reais somente para investir, de início, de início!

Só pode ser coisa de comunista que come criancinha, essa gente do fórum de São Paulo, protetora de ladrão, gaysmo, pretos, indígenas, mulheres, incluídas as de sovaco cabeludo. É o que dizem, do alto da babaquice e da estupidez, esses homens e mulheres de bem,  defensores da família e dos bons costumes.

Calma, calma, calma! Não denomino pobre de direita apenas aquele que vende o almoço para poder jantar. Incluo também nesse mesmo curral, boa parte da classe média bolsonarista que, em algum dia, já possuiu ou possui veículo ou imóvel financiado, como servidores públicos em geral, profissionais liberais e certos empresários que se sustentam apenas do pró-labore oriundos da azienda.

A primeira das classes desses indivíduos é o ‘pobre mavegepê’. A esses, a minha falsa solidariedade. São como as galinhas que ficam do lado da raposa. São uns coitados, coitados!

Os outros, denomino-os “pobres nutela”. São os que lograram alguma ascensão e pensam que estão no patamar superior da elite brasileira. Esses são bichos da pior espécie|, ainda que sujeitos à uma tributação de 27,% por cento a título de imposto de renda. Eles gostam disso, pelas razões da cidadania, sabe?! O que não pode é tributar as grandes fortunas, essas, não.

Eita, vida de gado!

@professorchicoleite

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB