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A eleição da nova Mesa Diretora do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) para o biênio 2015/2016 será realizada na sessão ordinária desta quarta-feira. Pela primeira vez, a escolha do presidente, vice-presidente e corregedor-geral de Justiça ocorrerá com a disputa de pré-candidatos ao cargo da presidência, que pode se estender à vaga da corregedoria, caso haja surpresas durante a votação.
Até o momento, a disputa pela presidência do TJPB está polarizada entre os desembargadores Márcio Murilo da Cunha Ramos e Marcos Cavalcanti de Albuquerque, uma vez que o desembargador Joás de Brito Pereira já adiantou a preferência exclusiva pelo cargo de corregedor-geral de Justiça.
Embora mantenham a diplomacia no trato com o concorrente, tanto o desembargador Márcio Murilo quanto Marcos Cavalcanti esperam contar com a experiência profissional e o bom relacionamento com os demais desembargadores para garantir a vaga. O discurso de apoiar a gestão do que sair vencedor também é comum aos dois candidatos, que mesmo contando com a vitória, guardam “na manga” argumentos para tentar convencer os seus pares.
O desembargador Marcos Cavalcanti, que é presidente da 2ª Câmara Cível, adota o discurso conciliador ao se lançar na disputa pelo cargo. “Coloquei meu nome à disposição para de uma maneira muito sadia, concorrer também à presidência. Me sinto confortável porque o clima é de cordialidade e isso me satisfaz porque sei que vamos para a eleição, democraticamente, sermos avaliados pelos demais colegas do Pleno”, comentou.
Como trunfo, Cavalcanti disse que espera contar com a experiência que teve por dois anos como presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), e com as suas propostas de melhorias do Judiciário que tem apresentado, como atrativo pela escolha de seu nome. “Se eleito, pretendo fazer uma gestão de vanguarda, ampliando o programa de conciliação no 1º e 2º grau, modernizar o Processo Judicial eletrônico e fazer a conservação e construção de vários fóruns são apenas algumas das minhas intenções”, antecipou.
Atual corregedor-geral do TJPB, Márcio Murilo, entretanto, defende a tese de que seja mantida a tradição que sempre foi seguida no tribunal, de eleger o mais antigo dentre os desembargadores elegíveis. “Sempre houve a tradição de se eleger o mais antigo. Esta é a primeira vez que há disputa. Eu sou o decano, mas o desembargador Marcos resolveu se apresentar como candidato e eu respeito. Mas é uma disputa informal”, disse.
Márcio Murilo disse que espera contar com o trabalho desenvolvido nos dois anos em que esteve na Corregedoria do TJPB como “plataforma de campanha”. “Estou contando com a minha experiência na corregedoria e que os meus pares comparem os currículos para decidir o que achar melhor. Mas é uma disputa muito tranquila, pois eu e o desembargador Marcos somos amigos. Caso eu não vença, tenho a possibilidade de disputar novamente daqui a dois anos, pois sou o decano”, afirmou.
Já para a eleição para corregedor-geral de Justiça, o candidato único é o desembargador Joás de Brito, mas o desembargador Cavalcanti não descartou a possibilidade de se apresentar ao cargo, caso não consiga se eleger para a presidência.
Assessoria
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