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Paulo Galvão Júnior é economista, escritor, palestrante e professor de Economia e de Economia Brasileira no Uniesp

As dez maiores economias do mundo na atualidade

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publicado em 30/05/2022 às 09h53

Como economista brasileiro venho sempre acompanhando os relatórios mensais e anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre os países mais ricos do mundo, considerando o seu Produto Interno Bruto (PIB) nominal ou o seu PIB PPC.

Segundo o economista Paulo Sandroni (2014, p. 649) o PIB “Refere-se ao valor agregado de todos os bens e serviços finais produzidos dentro do território econômico de um país” num certo período de tempo e usualmente um ano. E no PIB nominal, a preços correntes, considerando a metodologia usada no World Economic Outlook, do FMI, os dez países mais ricos do planeta em 2021 foram os Estados Unidos (US$ 22,939 trilhões), a China (US$ 16,862 trilhões), o Japão (US$ 5,103 trilhões), a Alemanha (US$ 4,230 trilhões), o Reino Unido (US$ 3,108 trilhões), a Índia (US$ 2,946 trilhões), a França (US$ 2,940 trilhões), a Itália (US$ 2,120 trilhões), o Canadá (US$ 2,015 trilhões) e a Coreia do Sul (US$ 1,823 trilhão).

De acordo com os dados divulgados pelo FMI, a soma dos PIBs nominais das dez maiores economias do mundo correspondeu a US$ 64,086 trilhões no ano de 2021. É preciso destacar que a diferença do PIB nominal entre os Estados Unidos e a China já alcançou US$ 6,077 trilhões e é bem maior do que o PIB nominal do Japão, com US$ 5,103 trilhões (FMI, 2021).

Outro destaque é que o Brasil no PIB nominal não se encontra na lista das dez maiores economias do planeta e agora é a décima segunda maior economia, com um PIB de US$ 1,645 trilhão em 2021 (FMI), além de o emergente Brasil ser o terceiro maior exportador de commodities agrícolas da Terra, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Dos TOP 10 no ranking de PIBs nominais em 2021 oito são de economias avançadas como os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha, o Reino Unido, a França, a Itália e o Canadá e que são países membros do Grupo dos Sete (G-7), mais a Coreia do Sul, e apenas dois são de economias emergentes como a China e a Índia. É preciso ressaltar que a Coreia do Sul é a 10ª maior economia do mundo e classificada como um dos países desenvolvidos do planeta pelo Banco Mundial, pelo FMI e pelo Grupo dos Vinte (G-20).

Já o PIB PPC é mensurado por uma taxa de câmbio do dólar ajustada pela Paridade de Poder de Compra (PPC), que consegue remover as distorções causadas pelas diferentes taxas de câmbio dos países e pelos custos de vida e rendimentos distintos da população, assim demonstrando com mais assertividade a produção total de bens e serviços da economia e é o que mais se aproxima da realidade das atividades econômicas de um país.

No PIB PPC, os dados mostram que as dez maiores economias do mundo em 2021 foram a China ($ 27,071 trilhões PPC), os Estados Unidos ($ 22,939 trilhões PPC), a Índia ($ 10,181 trilhões PPC), o Japão ($ 5,633 trilhões PPC), a Alemanha ($ 4,843 trilhões PPC), a Rússia ($ 4,447 trilhões PPC), a Indonésia ($ 3,530 trilhões PPC), o Brasil ($ 3,437 trilhões PPC), a França ($ 3,322 trilhões PPC) e o Reino Unido ($ 3,276 trilhões PPC), segundo o FMI.

Conforme os dados divulgados pelo FMI, a soma dos PIBs PPC das dez maiores economias do planeta correspondeu a $ 88,679 trilhões PPC em 2021. É preciso revelar que a diferença do PIB PPC entre a China e os Estados Unidos já alcançou $ 4,132 trilhões PPC e bem maior do que o PIB da Indonésia, com $ 3,530 trilhões PPC.

O Brasil com um PIB de 3,437 trilhões de dólares internacionais PPC, é a 8ª maior economia do mundo e na frente da França ($ 3,322 trilhões PPC) e do Reino Unido ($ 3,276 trilhões PPC). É preciso revelar que dos TOP 10 no ranking de PIBs PPC quatro países membros do grupo BRICS (em inglês, Brazil, Russia, India, China and South Africa), China TOP 1, Índia TOP 3, Rússia TOP 6 e Brasil TOP 8 em 2021.

Nos dias atuais, é preciso refletir criticamente sobre o futuro das economias mundial e brasileira. Mais de dois anos de pandemia da COVID-19 e mais de três meses de guerra da Rússia contra a Ucrânia, ambas já causaram severos impactos nos rumos da economia global. E as mudanças climáticas estão contribuindo também para os aumentos dos preços de alimentos e de insumos no Brasil e no mundo, logo, os mais pobres estão sofrendo em seus lares ou nas ruas das cidades da Ásia (exemplo, Iêmen), da África (exemplo, Somália), da América Latina (exemplo, Venezuela) e do Caribe (exemplo, Haiti).

A crise alimentar global foi debatida no Fórum Econômico Mundial (FEM), em Davos, na Suíça, porque os preços dos alimentos como trigo e dos insumos como fertilizantes subiram muito e os mais pobres já estão passando fome em vários países como Chade, Mali, Sudão do Sul, Índia, Síria, Afeganistão, Argentina e Equador. No dia 28 de maio de 2022 foi celebrado o Dia Mundial Contra a Fome e de acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), da Organização das Nações Unidas (ONU), “Hoje, ao redor do mundo, 276 milhões de pessoas sofrem com os efeitos da insegurança alimentar grave e 811 milhões de pessoas passam fome”. E a fome é um desafio global na Ásia (418 milhões de pessoas atingidas pela fome), na África (282 milhões), na América Latina e Caribe (60 milhões) e na Oceania (3,0 milhões), segundo os dados de 2020 da FAO.

De acordo com a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (REDE PENSSAN), no Brasil, 19,1 milhões de pessoas passando fome e 116,8 milhões de pessoas em insegurança alimentar no ano de 2020 e que poderá aumentar o contingente de pessoas famintas no País com o aumento dos preços globais de grãos, óleos de soja e de girassol, combustíveis e fertilizantes.

A Rússia e a Ucrânia são grandes produtoras e exportadoras de trigo e de milho, sendo a Rússia é o maior exportador de trigo do mundo e a Ucrânia a quarta maior exportadora mundial de milho e o quinto maior exportador global de trigo. Segundo a ONU, “Não existe falta de alimentos no mundo, existe a falta de acesso aos alimentos”, porém, infelizmente, cerca de 20 milhões de toneladas de grãos presos em portos da Ucrânia (G1 INTERNACIONAL, 2022) e dezenas de navios comerciais no Mar Negro sem transportar cargas de alimentos para a África e o Oriente Médio (CNN, 2022).

Constata-se que o Brasil é a 12ª maior economia no PIB nominal e a 8ª maior economia no PIB PPC, todavia, com um PIB potencial para ser novamente a 6ª maior economia do mundo em 2023, como ocorreu no ano de 2011, contudo, desta vez, após implantação da reforma tributária (Chega de 92 tributos vigentes no Brasil!) e da reforma agrária (Basta de 133,8 milhões de hectares improdutivos nas cinco regiões do Brasil!). E, sobretudo, na atualidade, conclui-se que os Estados Unidos e a China são as duas maiores economias da Terra, ambas juntas correspondem a US$ 39,801 trilhões no PIB nominal e a $ 50,010 trilhões no PIB PPC, sendo os Estados Unidos da América o país mais rico do mundo no PIB nominal e a República Popular da China a nação mais rica do planeta no PIB PPC.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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