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É formado em Direito pela UFPB e exerce funções dedicadas à Cultura desde o ano de 1999. Trabalhou com teatro e produção nas diversas áreas da Cultura, tendo realizado trabalhos importantes com nomes bastante conhecidos, tais como, Dercy Golcalves, Maria Bethania, Bibi Ferreira, Gal Costa, Elisa Lucinda, Nelson Sargento, Beth Carvalho, Beth Goulart, Alcione, Maria Gadu, Marina Lima, Angela Maria, Michel Bercovitch, Domingos de Oliveira e Dzi Croquettes. Dedica-se ao projeto “100 Crônicas” tendo publicado 100 Crônicas de Pandemia, em 2020, e lancará em breve seu mais recente título: 100 Crônicas da Segunda Onda.

Minimalismos esdrúxulos

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publicado em 22/05/2022 às 07h30
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Muita coisa tem diminuído no mundo. Meus amigos reclamam que o biscoito wafer mais parece uma hóstia recheada, minha tia afirma que o xampu Seda rendia muito, hoje passa direto por ele no Supermercado, diz que vem muito pouco.

Sachês de cachorro daqui a pouco só dá pra uma lambida, reclama um certo veterinário. Meu amigo viajante reclama das poltronas de avião e diz que a rodelinha do biscoito recheado parece mais bolinho de goma! As pastas de dente eram volumosas quando vinham em recipientes de metal, eu mesmo me recuso a comer essas barras de chocolate modernas, derretem no calor da mão, absurdo, sim?

Minha mãe pediu que não comprasse mais Omo, aquela caixinha de sabão em pó, falou que tá pior e menor… reclamou de fósforo, achocolatado, sabão em barra, diz que parece que os produtos são pra gente solteira! Minha amiga disse que tá difícil encontrar vibrador robusto. Meu irmão não usa mais havaianas, diz que dói no pé de tão fina a borracha, virou fã da Ipanema desde então. Ah, e você também tem a sensação de que até as embalagens dos produtos estão menores? E o papel filme? Poderia se chamar papel curta-metragem, não? Ou poderíamos espanholizar de vez e batizá-lo de papel película de tão fino, nem o truque da geladeira tá desgrudando-o mais!

A porção de Frango à passarinho já poderia ser invertida e tornar-se passarinho à franga. Um senhor em situação de rua há anos atestou que não se fazem mais cobertores de cor cinza do tipo “ parahyba” como antigamente.

Gentileza e humor têm diminuído também, as piadas são menos engraçadas e mais inteligentes, demoramos a rir, como a que veremos a seguir. Procurados, os detentores das marcas se defendem que por motivos técnicos do produto, adequação aos padrões do mercado, consumo sustentável de recursos naturais, dietas exageradas, redução de estômago, pandemia, dificuldade da estocagem da soja,  gourmetização e gasto em excesso da população em harmonização, houve essa respectiva adequação do preço, quantidade, volume e alegria em geral. Portanto tudo foi repassado aos representantes que repassaram aos revendedores que repassaram aos atacadistas e varejistas e essa triste redução e inflação chegou até o consumidor final, que foi reduzido ao final dos tempos! 

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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