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Kubitschek Pinheiro – MaisPB
Já imaginou quantas coisas faltaram para ser ditas? Ou que a gente deixou de dizer? Pois, o experiente consultor e estrategista em marketing político George Wilde lançou o livro “Tudo Que Faltou Dizer”, uma reunião de crônicas que marca a estreia do autor na literatura, percorrem temas como amor, tempo, luto, fé, rotina e silêncio. O selo é da editora Ipê das Letras.
Não são apenas crônicas, são quase ensaios, que o autor transforma inteligentemente as experiências pessoais em reflexões universais, criando sacadas entre emoção e razão, dor e esperança.
A obra coloca o leitor dentro do livro no reconhecimento de uma beleza e a dureza da vida – cheia de silêncios. O projeto gráfico traz a capa assinada por um dos publicitários mais premiados em todo o mundo, Marcello Serpa, e o prefácio é de Luiz Lara, um dos nomes mais respeitados da publicidade brasileira.
“Tudo o que faltou dizer” é mais do que um livro, é um manual, é um parceiro, que fala escancara e dialoga com o leitor leitor e nos mostra. O livro está disponível na plataforma online da Ipê das Letras, pelo valor de R$58,00. O lançamento oficial aconteceu em São Paulo e na Livraria Nobel – Praia Shopping, em Natal.

Sobre o autor
Brasiliense, nascido em 1978, George Wilde é escritor, consultor e estrategista em comunicação pública e privada. Sua trajetória profissional o levou a diversos países da América do Sul, América Central e África, ampliando sua visão de mundo e reforçando o olhar humanista que marca sua obra. Reconhecido pela atuação na propaganda e no marketing político, Wilde une análise crítica e sensibilidade poética para investigar as complexidades da experiência humana. “Tudo o que faltou dizer” é sua estreia literária.
SOBRE A IPÊ
A Ipê das Letras está na linha de frente das publicações de novos autores brasileiros contemporâneos, transformando o cenário literário com uma abordagem inovadora. Nossa missão é democratizar a literatura, oferecendo aos leitores uma diversidade de obras em todos os gêneros e proporcionando oportunidades únicas para novos autores talentosos. Acreditamos que a literatura é uma ferramenta de inspiração e transformação, convidando todos a explorar novas ideias e emoções. Juntos, buscamos romper barreiras literárias e criar experiências inesquecíveis.
O MaisPB conversou George Wilde e abre a página de Cultura de 2026 com literatura
MaisPB – “Tudo o que faltou dizer” já é uma provocação, né?
George Wilde – É, sim. E é uma provocação silenciosa. O título aponta para tudo aquilo que a gente deixa pelo caminho: por, por pressa, por rotina ou por não saber como dizer. O livro nasce desse espaço entre o que sentimos e o que conseguimos expressar. Não fala apenas de ausências, mas do peso que elas têm na nossa vida.
MaisPB – Onde a fé entra no seu livro, além do amor, do companheirismo?
George Wilde – A fé aparece como sustentação. Não como discurso religioso, mas como aquilo que mantém a gente de pé quando as respostas não vêm. Ela atravessa o tempo, o luto, o silêncio e a rotina. Está na insistência em continuar, mesmo quando tudo pede pausa.
MaisPB – Tem uma coisa forte em seu livro, a existência, a agonia que tantos não conseguem se livrar. Bora falar sobre isso?
George Wilde – Bora. O livro fala dessa angústia cotidiana, quase invisível, de quem vive no automático e sente que algo ficou para trás. As crônicas caminham entre finitude e plenitude porque viver é isso: carregar dor e beleza ao mesmo tempo. Dar nome a essa tensão já é, muitas vezes, um gesto de cuidado.
MaisPB – Como você define seu estilo, apresentado em crônicas?
George Wilde – São textos curtos, mas densos. Crônicas que pedem pausa. Podem ser lidas aos poucos ou devoradas de uma vez, mas sempre convidam o leitor a entrar no presente — inclusive naquilo que ele costuma evitar. Não entregam respostas prontas, fazem companhia às perguntas.
MaisPB – Quando você nasceu, eu já estudava em Brasília, hoje tenho 65 anos e sou jornalista. Vamos falar de George Wilde, o escritor, consultor e estrategista das comunicações pública e privada?
George Wilde – Pois é, eu nasci em Brasília, em 1978, e vivi a cidade com muita intensidade. Meu início na comunicação e na publicidade, como redator e diretor de criação, já aconteceu em outro momento da vida. Foi nesse percurso que encontrei o marketing político, um caminho mais sólido para construir mensagens com sentido e consequência. A literatura sempre caminhou em paralelo. Há crônicas escritas desde 2005, inclusive de quando morei fora do Brasil, em Angola, sem qualquer pretensão de livro. Hoje, “Tudo o que faltou dizer” é a reunião desses textos escritos à margem da minha trajetória profissional.
MaisPB – De onde veio o sobrenome Wilde, alguma referência ao famoso escritor irlandês?
George Wilde – O Wilde vem do meu pai, José Wilde. Jornalista com uma longa trajetória na imprensa e na assessoria política, especialmente no Rio Grande do Norte, onde construiu reconhecimento profissional. A coincidência com Oscar Wilde é apenas isso: coincidência. No meu caso, o sobrenome carrega a herança do respeito pela palavra, pelo que se escreve — e também pelo silêncio.
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