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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo. Ocupou por três mandatos o cargo de membro do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração e atual presidente da Academia Paraibana de Ciência da Administração. E-mail: admmariotourinho@gmail.com

O que é ser de “esquerda”?!… Ou de “direita”?!…

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publicado em 19/01/2022 às 15h08
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Através de “whatsapp” recebi um texto cujo título já questiona: “Será que agora, com 35 anos de atraso, os brasileiros entenderam o que aconteceu em seu próprio país?”.

Após o ler fiquei curioso quem seu autor, mesmo porque, para comentá-lo como agora o faço, sem tal identificação não tem a mesma credibilidade que se no anonimato, claro! Por conseguinte enviei mensagem ao amigo que me o repassou e ele também disse não o saber. Mesmo assim entendi pertinente fazer este comentário a respeito, especialmente porque naquele texto dois questionamentos mais me chamaram a atenção: 1) “Entenderam porque a imprensa e a esquerda mentiram por anos a fio, martelando que o regime militar foi uma Ditadura?”; 2) “Entenderam porque todos os países em que a esquerda toma o poder transformam-se em um lugar de fome, desgraça, miséria e genocídio?”.

Diante dessas e outras colocações contidas no referido texto busquei mais conhecer sobre o que é, mesmo, ser de direita e o que é ser, mesmo, de esquerda… Pelo que li, não consigo ver, no Brasil, nestes “35 (ou 37) anos de atraso” – como assim apontado no texto e que leva a concluir referirem-se aos governos pós-regime militar (de 1985 para cá, compreendendo os de Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula, Dilma, Temer e agora Bolsonaro) – não consigo ver, repito, em nenhum desses governos uma qualificação conceitualmente como puro de “direita” ou puro de “esquerda”.

Note-se o que retirei (uma pequena parte, por óbvio) de um portal denominado “Brasil Paralelo” em uma matéria que titulou como “Qual a diferença entre a esquerda e a direita?”. Diz: – “A direita favorece a liberdade de mercado, defende direitos individuais acima dos direitos coletivos e coloca o patriotismo e os valores culturais, especialmente os religiosos, acima das propostas de reforma da sociedade”. Diz também: – “Para a esquerda, a liberdade pode ser sacrificada em prol da conquista da igualdade, o que tornará o mundo mais justo, e coloca a desigualdade como o maior vilão a ser enfrentado”.

Não só vivenciei estes últimos 37 anos. Igualmente vivi no tempo do regime militar de 1964 a 1985, valendo lembrar que em 1966 eu coordenei e era, juntamente com Flamarion Rodrigues, apresentador(es) do programa estudantil denominado “O ensino industrial em revista” na antiga Rádio Arapuan AM, dirigida por Otinaldo Lourenço e com sede na rua Duque de Caxias – aqui em Joao Pessoa. Tinha notícia de que o 1º Grupamento de Engenharia acompanhava o programa, que acontecia aos sábados, das 17h30 às 18h00. E merece ser registrado que nunca aquela unidade militar censurou esse programa estudantil. Portanto, estes últimos 37 anos (de 1985 para cá) eu, pensamento bem pessoal, não avalio nenhuma parte desse período como, conceitualmente, puro de esquerda ou puro de direita. Avalio como um país em algum tempo de “centro direita” e em um outro tempo de “centro esquerda”, sobre o que pretendo escrever proximamente.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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