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Graduado em Jornalismo, Yago Fernandes é um “pitaqueiro” sobre a vida, relações humanas e um apaixonado pela comunicação. É mestre de cerimônias e tem experiência com palestras e oficinas de Oratória. Atualmente, também é assessor de comunicação.

Não perca tempo rezando, faça boas ações 

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publicado em 11/10/2021 às 10h02
atualizado em 11/10/2021 às 07h20
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Meus amigos, antes de discutirmos o assunto da semana, preciso lhe perguntar algumas coisas, e se tiveres as respostas, meus cumprimentos. Esse tal “feriadão” é sobre o quê? Quem o liberou? “Feriadão” para quem? Não estamos bem, ou melhor, a coisa nunca esteve tão pior… Fiquemos apenas nisso.

Você deve ter acompanhado a lamentável tragédia ocorrida nas últimas horas, na cidade de São Paulo. Três romeiros morreram atropelados enquanto seguiam para Aparecida. Isso sem contar o homem que morreu esmagado enquanto dormia debaixo de uma carreta. Culpados? Descuidos? A questão precisa ser muito bem analisada. 

Estou nessa conversa para dizer que toda peregrinação, movimentação para pagar promessas, isso e mais aquilo é tudo uma grande perda de tempo. Antes, devo relembrar do bom Samaritano, aquela história contada pela Bíblia. O bom Samaritano não tinha credo religioso, mas… Ele passou por um homem assaltado, ferido e despojado de seus bens e não pensou duas vezes, levou-o para uma estalagem, tratou-o, pagou-lhes as despesas e foi embora sem olhar para trás.

Esse mesmo homem assaltado foi visto antes. Dois religiosos passaram por ele e não o socorreram. A mensagem: não façamos falsas ou enganosas orações, ajamos. Foi o que fez o Samaritano.

Faça um teste, converse com algumas dessas pessoas que participam de romarias, muitas vão para fazer pedidos e pagar promessas. Promessas? Mas isso é chantagem com o pobre santo… Quer dizer que se a divindade me der o que preciso, eu acendo uma velinha? E eu pensando que só em Brasília havia extorsão. 

Dias destes, na televisão, um repórter escutou da entrevistada a resposta de que ela estava rezando pelo fim da pandemia. Não é assim que se faz, comadre. É preciso ação, ajudando a quem precisa, seguindo os protocolos das organizações de saúde, doando um pouco de si em prol de outrem, estudando, qualificando-se para o trabalho… 

Por que os idosos lotam as igrejas? Ora, porque foram condicionados às religiões quando eram crianças, e agora, na velhice, para tentar “segurar o céu” que se avizinha. A melhor oração são os bons métodos de vida, correções de todo tipo e entusiasmos na cabeça.

É isso que temos que passar aos mais novos de idade, não jogarem foram o tempo com orações labiais e cabeças, enquanto rezam, correndo soltas por outros lugares distantes… Muito melhor é ser um bom Samaritano. Que ensinemos os jovens a serem corretos, a confiar em si mesmos e a não perder tempo com rezas que não produzem milagres. Os milagres estão no caráter e na testa, no suor.

Atrasados por existência

Secretarias municipais continuam convocando “retardatários” à vacinação contra a Covid-19. Não seria preciso, se tivéssemos gente comprometida com a própria saúde e a dos demais. Não tem cabimento depois de quase dez meses de imunização, e a pessoa ainda não ter se vacinado ao menos com uma dose. Vivem arrumando desculpas, tentando justificar suas irresponsabilidades. Retardatários ou o termo centro é “mandriões”? Para outras coisas sabem chegar cedo, ô, sem sabem…

O amor precisa de vacina

Falando em vacinas, está em tempo de vacinar o bichinho de estimação, cão ou gato, contra a raiva animal, tão nociva e fatal ao pet quanto ao ser humano. Cuidar daqueles que amam incondicionalmente tem de ser um dever de todos, de todas. E eles, os bichos, tão sensíveis e comunicativos ao seu modo, vão nos agradecer, seja com o olhar ou balançando o rabinho. 

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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