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Empresa investigada na Lava-Jato finalizará transposição na PB

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publicado em 10/06/2021 às 10h37
atualizado em 10/06/2021 às 08h55
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Ramal do Apodi beneficiará 48 cidades no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba - Foto: Adalberto Marques/MDR

A construtora Queiroz Galvão, que foi alvo de investigação na Operação Lava-Jato por pagamento de propinas a agentes públicos, voltou a vencer uma licitação do governo federal depois de sete anos. A empresa estava, até então, impedida de disputar licitações, mas será responsável pela construção de um trecho adicional de 115 quilômetros da transposição do rio São Francisco no valor de R$ 938,5 milhões.

O resultado da concorrência da qual a construtora saiu vencedora foi publicado na quarta-feira (2) no DOU (Diário Oficial da União).

A abertura do processo licitatório pelo Ministério do Desenvolvimento Regional para construção do Ramal do Apodi/Salgado, que levará as águas do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco para municípios do Ceará, da Paraíba e do Rio Grande do Norte, ocorreu em outubro do ano passado. A empreiteira Queiroz Galvão foi a que apresentou o menor custo de um empreendimento orçado em R$ 1,77 bilhão. Ao todo, 750 mil pessoas em 48 cidades serão beneficiadas.

“Esta é a última etapa do Projeto de Integração do Rio São Francisco, que vai permitir que milhares de nordestinos do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte tenham acesso à água, um bem tão valioso, especialmente para o povo que reside no semiárido”, destacou, na época, o ministro Rogério Marinho.

Durante a concorrência, o MDR desclassificou a Queiroz Galvão, por dúvidas sobre a experiência de um técnico da empresa. O caso foi resolvido após a Justiça determinar que a comissão de licitação fizesse novas análises. Feitas as consultas, a pasta considerou comprovado que a construtora poderia seguir no processo.

O Ramal do Apodi/Salgado é o trecho final do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco e terá 115,3 quilômetros de extensão. A água será transportada por gravidade a partir do Reservatório Caiçara, na Paraíba, até o Reservatório Angicos, já no Rio Grande do Norte. A vazão será de 40 m³ por segundo até o quilômetro 26, de onde deriva o Ramal do Salgado, que levará as águas para o estado do Ceará. Após essa derivação, a vazão será de 20 m³ por segundo.

Toda a infraestrutura contará ainda com três áreas de controle, 23 trechos de canais, com extensão de 96,7 quilômetros, sete aquedutos, oito rápidos e um túnel.

Ainda segundo o Ministério, a região oeste da Paraíba também será diretamente beneficiada pela construção do Ramal do Apodi/Salgado, impactando positivamente a vida de cerca de 109 mil pessoas em sete cidades. Além disso, a expectativa é que as novas condições de segurança hídrica beneficiem a região de Cajazeiras e aumentem a capacidade produtiva dos projetos de irrigação Lagoa do Arroz e Várzea da Ema, já implantados, e de áreas ribeirinhas ao longo do Rio Cacaré.

A transposição do rio São Francisco teve início no governo do PT e virou uma das bandeiras de Jair Bolsonaro (sem partido), que vem tendo queda de popularidade no Nordeste. A previsão é que a obra seja concluída em quatro anos a partir da assinatura da ordem de serviço, que deve ocorrer no fim de junho, em evento com a presença de Bolsonaro e de Marinho. ​

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