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"à espera do milagre"

Esposa revela ‘obrigado’ de Maranhão a enfermeira em SP

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publicado em 30/01/2021 às 14h54
atualizado em 30/01/2021 às 12h40
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Fátima Bezerra e José Maranhão — Foto: Reprodução

Em mais uma relato da luta de José Maranhão contra a Covid-19, a desembargadora e esposa do senador, Fátima Bezerra, contou que o político abriu os olhos para agradecer os cuidados da enfermeira do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo.

Maranhão, que tem 87 anos, está internado desde o início de dezembro de 2020 com complicações do coronavírus. Ele está acompanhado da esposa e da filha Alice Maranhão.

O texto da desembargadora foi publicado pelo Padre e amigo da família Nilson Nunes. Ela narrou o momento da seguinte forma:

“Depois do banho realizado com maestria profissional de enfermeira e técnica, exclamei satisfeita ao vê-lo sentado na cama: que meninas zelosas! Ele havia observado tudo e sentido o carinho com o qual fora tratado. Seus lábios estava cerrados, ele os abriu e os fechou duas vezes, e uma das enfermeiras, balbuciou admirada: “imagina senador”. E nos disse com a voz embargada de emoção. É a primeira vez que um paciente sedado (mesmo com pouca sedação) me diz “obrigado””.

Leia, abaixo, o depoimento completo.

60 DIAS A ESPERA DO MILAGRE:

Aconteceu e acontece todos os dias. Pessoas dizem que gostariam de dormir e só acordar quando esse ou aquele problema estiver resolvido.

Aprendi diferente em casa.

Temos que estar de olhos bem abertos para enfrentar as crises.

A primeira vez que vi uma vaca bem pertinho de mim, aos 16 anos, encantei-me com a doçura do animal: “Meu Amor, ela está sorrindo para mim”. Porque está lhe achando muito bonita, disse ele. E acreditei.

Depois, sem tirar o gracejo, explicou que vacas não riem, elas ruminam. Trituram, maturam para poder digerir.

Não são gulosas nem precipitados. Aguardam. E enquanto aguardamos as vicissitudes da vida, as coisas se encaixam. Tudo a seu tempo!

O campo ensina muita coisa. Inclusive, como agropecuarista, nunca suportou ver um animal morrer e jamais permitiu maus tratos com sua criação. Por isso, não aguenta participar de vaquejada.

Ontem a tardinha, com 100% de saturação e 13×7 de pressão, parecia que matutava. Lembrei- me da paciência do gado no pasto.

Depois do banho realizado com maestria profissional de enfermeira e técnica, exclamei satisfeita ao vê-lo sentado na cama: que meninas zelosas!

Ele havia observado tudo e sentido o carinho com o qual fora tratado. Seus lábios estava cerrados, ele os abriu e os fechou duas vezes, e uma das enfermeiras, balbuciou admirada: “imagina senador”.

E nos disse com a voz embargada de emoção. É a primeira vez que um paciente sedado (mesmo com pouca sedação) me diz “obrigado“.

Como não valorizar um homem testado pela vida e ensinado pela natureza? Não serei a bela adormecida dessa sua história de vida, Meu Amor. Estarei atenta e como Joana D’arc, lutando por aquilo que eu acredito: no nosso milagre! Na sua recuperação!

Voltaremos a caminhar de mãos dadas pelo campo e continuarei sendo a sua eterna aprendiz! Desembargadora FÁTIMA BEZERRA

MaisPB

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