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Inova Uniesp Virtual terá atrações nacionais

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publicado em 26/10/2020 às 10h55
atualizado em 26/10/2020 às 08h47
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Kubitschek Pinheiro – MaisPB
O Centro Universitário Uniesp dará início nesta segunda-feira (26), ao tradicional INOVA UNIESP, só que desta vez virtual.  Essa é sua  quarta versão,que nasceu na gestão da professora Erika Marques, a reitora do Uniesp e é dos festivais universitários da Paraíba se adaptou aos tempos de pandemia e irá promover diversas atividades acadêmicas, tecnológicas e culturais de forma on-line entre os dias 26 de outubro e 09 de novembro.
Também serão oferecidas atrações presenciais, seguindo todos os protocolos de segurança indicados pelos órgãos de saúde e de governo. A participação é gratuita e aberta ao grande público. A programação e as inscrições podem ser conferidas pelo link: even3.com.br/inovauniesp/.
As plataformas digitais serão o palco de diversas palestras com convidados de renome nacional, contemplando várias áreas de conhecimento. Serão utilizados os canais de YouTube Uniesp Centro Universitário e Inova UNIESP, além dos perfis de Instagram @soumaisuniesp e @inovauniesp. A abertura oficial acontece nesta segunda-feira, às 19h30, contando com a presença do arquiteto paulista  Marcelo Rosenbaum, que vai falar sobre “Trabalho e Vocação à serviço da Humanidade”.
Já nos dias 27 e 28 de outubro será promovido um aulão preparatório para o ENEM 2020 em formato drive-out: o participante estaciona seu veículo em uma área delimitada e tem uma área de 2m² para assistir as aulas ao ar livre. Professores de destaque irão destrinchar todas as disciplinas exigidas pela prova, que acontece nos dias 17 e 24 de Janeiro de 2021.
Entre as atividades esportivas estão o “Desafio Inova de corrida e caminhada”, em que os participantes devem percorrer 50km ao longo de 30 dias; o Lyons Cup, competição de exercícios funcionais e acontece no dia 26; e o tradicional Festival de Ginástica, agendado para o dia 06 de novembro. O encerramento, que acontece no dia 09 de novembro, às 19h, terá uma convidada surpresa muito especial, de alto impacto e relevância no cenário político atual. Esta será a quinta edição do Inova UNIESP, que já recebeu mais de 30 mil participantes ao longo dos anos.
“O Inova Uniesp já está dizendo – inovar em todos os sentidos. É que temos feito. Aproveitam que a programação é vasta”, disse a professora Erika Marques, reitora do Uniesp.
“Cada vez mais o Inova Uniesp cresce e nós aplaudimos essa iniciativa, a troca de conhecimentos, de cultura, de tudo que é inovação para os alunos e a população de um modo geral”, pontuou a mantenedora professora Graça Holanda Martins Colaço.
O MaisPB conversou com o conferencista de hoje, Marcelo Rosenbaum (foto)  professor Honoris Causa de arquitetura, título concedido pelo Centro Universitário Belas Artes. Ele está à frente da Rosenbaum Arquitetura e Design por mais de 20 anos. Fundador do “Instituto A Gente Transforma”,  que desenvolveu tecnologia social própria, o Design Essencial, com a finalidade de conectar arquitetura e design a outras ferramentas de transformação social e ampliação de impactos, com o objetivo de trazer novos significados e processos inclusivos para a cadeia da arquitetura e design.
Em sua trajetória, recebeu alguns prêmios como designer de produtos para grandes indústrias nacionais e como arquiteto, liderando equipes em processos de cocriação, e trazendo para estas experiências a inovação de projetar junto com o usuário. Com uma carreira pautada pelo foco de democratizar o acesso ao design e arquitetura para os outros 90% da população brasileira, foi o arquiteto de projetos de transformações de residências e espaços comerciais em dois programas de grande audiência na TV nacional aberta e canal a cabo, por 10 anos.
Os principais prêmios do escritório de arquitetura são RIBA International Prize 2018, o Archdaily Building of the year (2018), APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte (2017) , Tomie Ohtake AkzoNobel (2017), e o terceiro lugar no Premio Oscar Niemeyer para arquitetura da Latin American (2018). Recebeu o premio de melhores produtos pelo Museu da Casa Brasileira em 3 edições (1999, 2016 e 2017).
Rosenbaum teve seus projetos exibidos em diversas ocasiões, inclusive no Pavilhão Brasileiro da Bienal de Arquitetura em Veneza (2018). Marcelo ministra palestras e cursos sobre design e arquitetura como transformação social em diversas instituições e eventos como Domaine de Boisbuchet, What Design Can Do, Experimenta Portugal, Design Indaba na Africa do Sul. Foi professor no curso de Design Essencial no Centro Universitário Belas Artes durante o segundo semestre de 2018.
Confira a entrevista 
MaisPB – Como o senhor recebeu o convite para fazer a palestra de abertura do InovaUniesp2020?
Marcelo – Uma grande satisfação receber convite do Uniesp, para abrir o Inova deste ano e falar da nossa experiência e trocar um pouco do que a gente vem dizendo e fazendo pelo país afora. O evento é muito importante, fiquei muito honrado e feliz pelo convite. Será virtual, mas eu iria adorar está aí com vocês. Sei da grandiosidade do Inova. Eu acho cada vez mais oportuno criar  esse espaço  de conversa, de discussão, de encontro, mesmo que seja virtual. O Inova é um lugar  que proporciona trocas de conhecimentos. O Inova Uniesp é o encontro do futuro.
MaisPB – Você vai falar sobre o tema da sua palestra “Trabalho e vocação à serviço da humanidade” ?
Marcelo – Na verdade, eu vou falar a partir da minha experiência, do meu trabalho e como isso de alguma forma entrou na minha vida e como pode desperta a outros a fazerem como eu fiz. Tudo é uma forma muito simples e muito pelas ações, pelas experiências, que podem ser muito inspiradoras, por não ser uma coisa teórica, mas bem real. Além da necessidade, de neste momento, quando estamos em pandemia, em que se deflagrou um abismo social gigante em nosso país. A necessidade de consciência e a relação com própria natureza, com o meio ambiente, com os povos tradicionais.
MaisPB – É bem valioso esse lugar de consciência, não é?
Marcelo – Sim, e como é importante que nosso trabalho seja a serviço desse lugar de consciência, de diminuir essa diferença. Precisamos acolher a diversidade, coisas tão caras para os próximos anos da humanidade.
MaisPB- Como se sente realizando trabalhos diversos e se multiplicando?
Marcelo –Na verdade, eu estou nesse lugar de escuta, de aprendiz. Tenho o trabalho da arquitetura enquanto espaço. Eu uso tudo isso como ferramentas de transformação social, uma forma da gente entender sombra,  em  ter sonhos e espaços. Meu aprendizado, ele acontece no tempo, nas comunidades, com as pessoas, com os povos tradicionais, a partir da minha percepção, da minha sensibilidade e da minha abertura para escutar e aprender. Nós estamos num momento da humanidade, que se a gente não se alertar para um detalhe muito simples como a compaixão, a empatia, o cuidado com o meio ambiente, talvez, a gente não tenha nem muito tempo aí pela frente. É uma questão muito real. Nesse lugar do Brasil profundo, na relação com os povos que estão muito ligados com a natureza, eles podem nos trazer entendimentos colaborativos, que são muito importantes para os próximos tempos nossos aqui da existência. Essa crise econômica que está se gerando, eu não sei se teremos uma retomada, porque é um processo falido essa relação de competição  – o ter, o acumular…
MaisPB – Vamos falar do seu projeto “A Gente Transforma”?
Marcelo – O Projeto “A Gente Transforma” está fazendo dez anos. Trabalhamos com comunidades do Brasil profundo, fazendo a troca dos nossos saberes com os ancestrais também, na troca dos saberes científicos, dos novos saberes, e como encontrar um ponto de criar, gerar autonomia e liberdade para as comunidades desse Brasil profundo. Esse trabalho, a gente faz há mais de dez anos no Piauí, temos outras comunidades na Amazônia. A própria arquitetura, as muradas da Fundação Bradesco, que a gente co-criou com as crianças. Então, é um trabalho de colaboração e, nessa troca todos nós aprendemos ajudando as comunidades que vivem na margem.
MaisPB – Novidades para 2021?
Marcelo – Na verdade não seria novidades, mas continuidades. Nesse momento de pandemia, e desde o começou, nosso trabalho ficou focado em dar assistência as comunidades que gente trabalha, que estavam numa situação muito complicada. Nosso trabalho permanece muito essencial para os próximos momentos. Muita gente acha que se a pessoa vai fazer um trabalho numa comunidade carente, você vai estar ajudando, mas ai a pessoa perde a chance de entender que está aprendendo, pois. tem outro significado.
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