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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração e atual presidente da Academia Paraibana de Ciência da Administração. E-mail: admmariotourinho@gmail.com

“Prefeitos”: entre a vontade e a capacidade de fazer

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publicado em 16/10/2020 às 19h13
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Não estranhe essa palavra “Prefeitos”, no título acima, por ter sido colocada entre aspas. É porque este texto é destinado tanto aos prefeitos que já exerceram as respectivas funções, quanto aos que ainda as exercem e também aos que serão eleitos dentro do processo eleitoral deste ano. E a todos eles nos dirigimos em razão das propostas ou promessas que temos assistido na campanha eleitoral em curso, obviamente candidatos atuais com expectativa de assumirem o mandato em 2021.

Em todas as propostas que os atuais candidatos a prefeito têm apresentado, assimilamo-las como caracterizadoras da real vontade pessoal de cada um para com a cidade em que vive, querendo-a melhorá-la e estruturá-la, crescentemente, para que seja propiciadora de boa qualidade de vida, o que quer dizer, também, a efetivação de ações pela sustentabilidade do meio ambiente, uma mobilidade urbana exemplar (o que envolve um trânsito sem congestionamentos e um serviço de transporte coletivo sem superlotação hora nenhuma – nem nos horários de pico), educação “nota 10”, atendimento pleno no campo da saúde, sensação e realidade de segurança pública etc.. Em outras palavras, todos os candidatos têm real vontade de que suas cidades sejam ambientes que pareçam um “paraíso”. Todavia, já tivemos oportunidade de dizer, em outro artigo, que cidade alguma sustenta-se como “paraíso” se em suas vizinhanças existirem “inferninhos”. Chamáramos a atenção para esse aspecto quando propusemos que houvesse coragem política para debater-se a pertinência (e seus benefícios), ou não, de a Paraíba oficializar sua capital no centro geográfico do estado, que coincide com a cidade de Taperoá, portanto esta atraindo o desenvolvimento para o interior, em uma caracterização de equidistância como a prevalecente hoje da Capital Federal (Brasília) em relação aos demais entes federados do Brasil.

Mas, voltando às propostas dos candidatos, já as classificamos como representativas de suas reais vontades pessoais, porém, sem suficientemente as compatibilizar com um outro fundamental aspecto: o da capacidade de fazer (não a de gestão do prefeito, que igualmente é essencial)… Referimo-nos à capacidade econômico-financeira do município para que efetue os empreendimentos voltados para construir a “cidade dos sonhos”.

Antes de focarmos, em outra oportunidade, sobre alguns dos empreendimentos contidos nas propostas que temos assistido e para as quais, em princípio, e como resposta ao indispensável questionamento “de onde virá o dinheiro?”, só se tem dito que se tem experiência e de que quer fazer e se sabe como fazer, lembramos que um requisito fundamental a um governante, especialmente o municipal, é o de bem entender o republicanismo não só por palavras, e, sim, por ações. E aí se faz mister encarar as ações governamentais como extremamente interinstitucionais, o que exige um relacionamento harmônico não só no âmbito dos Poderes, mas, neste caso principalmente, entre as esferas de governo. Não há cabimento que uma Prefeitura, através de seu Prefeito, não estimule uma convivência harmoniosa e de consequente colaboração com o Governo do Estado e o Governo Federal. Não o fazendo, o respectivo município só tem a perder.

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