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Médica paraibana com residência em Medicina do Sono pelo Hospital das da Faculdade de Medicina da USP, título de especialista em Neurologia pela Academia Brasileira de Neurologia, membro da Academia Brasileira de Neurologia, título de especialista em Neurofisiologia pela Sociedade Brasileira de Neurofisiologia

Neurotransmissores, depressão e sono

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publicado em 04/09/2020 às 06h50
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No mês de Setembro, existe uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, que chamamos de Setembro Amarelo. Como parte desta campanha, trago hoje uma reflexão sobre neurotransmissores, depressão e sono.

Você sabia que no processo de sono normal, existe a participação de alguns neurotransmissores, como a serotonina, que também estão envolvidos no desenvolvimento da depressão?

É por esse motivo que a relação existente entre sono e depressão é uma relação bidirecional. Indivíduos com depressão apresentam frequentemente distúrbios do sono, que pode ser desde insônia à aumento da sonolência durante o dia. Por outro lado, indivíduos que não dormem adequadamente possuem chance aumentada de desenvolver depressão.

Em relação ao suicídio, indivíduos com depressão que não dormem adequadamente apresentam risco aumentado de cometer suicídios quando comparados aos indivíduos com depressão que não apresentam distúrbios do sono.

Portanto, o diagnóstico e tratamento corretos da depressão e dos distúrbios do sono fazem parte da campanha do Setembro Amarelo de prevenção do suicídio.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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