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Magistrado, colaborador do Diário de Pernambuco, leitor semiótico, vivendo num mundo de discos, livros e livre pensar. E-mail: adhailtonlacet123@gmail.com

Cenas de um casamento

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publicado em 27/08/2020 às 06h23
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Quando nos conhecemos tudo aconteceu naturalmente. Olho no olho e paixão entabulada, cumprimos o convencionado socialmente: namoro, noivado e, por fim, casamento. Há vinte e dois anos ainda existia o aprazível Jangada Clube, na beira-mar do Cabo Branco. Foi ali que decidimos nos casar. Àquela época não contávamos com a organizada equipe dos cerimonialistas Walber e Karenina Bronzeado, mas nosso bolo saiu do forno da bem-conceituada Maria Helena.

Apesar da quadrinha de Juca Chaves, acredito que o melhor estado civil ainda é o casado. Não conhecem os versos do nosso menestrel maldito? São esses: “Casamento é a união / do dinheiro com a beleza / metade da diversão / com o dobro da despesa”. Para conduzir a cerimônia convidamos o saudoso pastor João Filho, amigo que fazia uma homilia bela. Tudo transcorreu como o esperado: convidados e parentes acomodados em suas mesas; fotos, bebidas e rega-bofe à altura do nosso apertado orçamento. Alguns daqueles convivas já não estão entre nós, como o desembargador José Rodrigues de Athayde; o ex-prefeito de Santa Rita Severino Maroja; o celebrante João Filho; meu sogro Maurício e sua sogra Júlia e o amigo Nelson Magalhães, também conhecido por Metralha, que comovido, chorava aos prantos entre as colunas do Jangada.

Mas dentre os que ainda estão vivos, alguns protagonizaram cenas insólitas. O amigo Gustavo Urquiza, magistrado e músico, no momento em que eu e Cristiane íamos rumo ao altar, ele gritou a plenos pulmões: “Juca é a melhor cama da magistratura”, provocando assim, ainda mais o choro compulsivo de Metralha. O também amigo, compadre, magistrado e músico Hermance Gomes lacrimejou os olhos, mas manteve postura austera.

Agora, alguém já esteve em um casamento onde um dos convidados – para nossa surpresa – ao invés da esposa, se fez acompanhar da teúda e manteúda, dublê de cantora que, no meio da festa, toma de assalto o microfone do cantor, evoca o melancólico compositor Antonio Maria e canta “Ninguém me ama, ninguém me quer”?

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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