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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração e atual presidente da Academia Paraibana de Ciência da Administração. E-mail: admmariotourinho@gmail.com

A flexibilização (s)e(m) o transporte coletivo

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publicado em 19/06/2020 às 11h41
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Em veículos de comunicação, nesta sexta feira, 19 de junho, repercutindo entrevista dada pelo secretário municipal de saúde, leio que, em relação à cidade de João Pessoa, no enfrentamento à pandemia relativa à covid-19, “o cenário atual facilita a flexibilização e consequente reabertura de empresas”, eis que na capital paraibana tem havido redução no número de casos graves e também diminuído o índice de ocupação de leitos.

Faço esta observação ainda me lembrando de que há poucos dias os operadores do transporte coletivo urbano da Grande João Pessoa, em pontos desta cidade, exibiram faixas cujos termos deram título ao artigo anteriormente aqui postado (“Queremos trabalhar: somos 3.000 famílias”). Imagino, portanto, que realmente está na hora de nas regiões metropolitanas de Campina Grande e de João Pessoa, principalmente nesta, programar-se a flexibilização do respectivo serviço. Aliás, esta flexibilização, claro que cuidadosamente programada, faz-se essencial como suporte às demais atividades também flexibilizadas.

Naquela mobilização dos operadores do transporte coletivo urbano, aqui já referida, eles próprios destacavam que a realização dos respectivos serviços, por parte de cada um deles, far-se-á com os cuidados sanitários devidos e sob a exigência pública de que todos os passageiros estejam protegidos (e protegendo) através das máscaras. Corresponde a uma tarefa que tem de ser desenvolvida gradualmente, ou seja, flexibilizando-a passo a passo, sem deixar que ocorra em seus 100% de uma só vez, até porque também é educativa e conscientizadora. Para tanto, precisa começar… já!

No artigo anterior já foi destacado o reconhecimento de que esta questão é mesmo complexa e desafiadora. Porém, também se sabe, desde bem antes, que a missão de governante é assim, desafiadora porquanto exige a tomada da decisão que seja a melhor em favor da totalidade da população, para o hoje e o amanhã. Nisto, tanto o prefeitos Romero Rodrigues, de Campina Grande, quanto o prefeito Luciano Cartaxo, em João Pessoa, têm dado mostras de competência. E certamente são convictos de que flexibilizar as atividades de alguns setores sem a flexibilização do suporte do transporte coletivo… fica uma ação incompleta.

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