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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Sei não…

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publicado em 05/05/2020 às 11h07
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Neste tempo de pandemia alusiva à covid-19 e consequente recomendação para o “fica em casa”, as famílias estão, tanto quanto possível, mantendo-se em suas residências, mas… não tem sido fácil, não! Há uma inquietação praticamente natural, não só pelos vovôs e vovós, também pelos mais jovens e especialmente pelas crianças, para darem “uma voltinha por aí”, nem que seja apenas um passeio sem sair de dentro do carro, para “ver como a cidade está”. Sob este sentimento, minha filha (Mariana), com minha esposa (Ana) e as netas Ana Cecília e Ana Clara, sem se desligarem das cachorrinhas de estimação (Kika e Amora), saíram de casa e fizeram o percurso Bessa, Manaíra, Tambaú e Cabo Branco (e vice-versa). No retorno delas, delas ouvi expressões tipo: “Como a cidade tá vazia!…”; “Até quando vamos ficar assim, meu Deus?!”. Também falaram da maior exposição da pobreza, porquanto – mesmo em um cenário como este – são muitas as pessoas sob os semáforos, e sem máscaras, estendendo as mãos caracterizando “uma esmolinha pelo amor de Deus”.

Lembrei-me, então, da “live” do compositor e especialmente cantor Sérgio Reis, em um desses dias recentes, na casa dele, recebendo a visita de outro renomado compositor e cantor, Renato Teixeira (autor da canção “Romaria”), este dizendo a Sérgio Reis, respondendo à pergunta daquele, o que pediria, neste tempo, a Nossa Senhora Aparecida: – “Peço para interceder no sentido de que tenhamos o fim da pobreza, que aqui é tão acentuada e expõe uma absurda desigualdade de vida entre pessoas de um mesmo país!”.

Eu não acompanhei meu pessoal naquele passeio aqui referido. Fiquei em casa, com o auxílio do genro Rafael, que ia monitorando o tal “youtube”. E prestei bem atenção a alguns trechos da canção “What a wonderful word” (Que mundo maravilhoso), de Louis Armstrong, especialmente estes versos: – “Eu vejo as árvores verdes/ Rosas vermelhas também/ Eu vejo florescer para mim e para você/ E penso comigo: que mundo maravilhoso!”

Também prestei bem atenção a alguns versos da canção “Imagine”, de John Lennon, como  estes: – “Imagine todas as pessoas vivendo em paz/ Você pode dizer que eu sou um sonhador/ Mas eu  não sou o único/ Espero que um dia você se junte a nós/ E o mundo será como um só”.

Entretanto, mais me lembrei dos versos que ouvi durante a “live” de Sérgio Reis, da canção “Romaria”, naquele dia interpretada também por seu autor, Renato Teixeira: – “Sou caipira, Pirapora, Nossa/ Senhora de Aparecida/ Ilumina a mina escura e funda/ O trem de minha vida”.

A tudo isto assistindo, só sei dizer: “sei não…” – aquela expressão caracterizadora de estupefação e incerteza.

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