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PANDEMIA DE CORONAVÍRUS

Retorno de mercadorias a distribuidoras chega a 70%

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publicado em 25/03/2020 às 13h45
atualizado em 25/03/2020 às 14h35
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Foto: Setcepb

O Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logísticas da Paraíba vai apresentar, nesta terça-feira (25), um ofício ao governador João Azevêdo (Cidadania) para que o Estado autorize o funcionamento de estabelecimentos como oficinas, restaurantes, pousadas e borracharias em rodovias que cortam a Paraíba. O intuito é dar garantia para que caminhoneiros possam trafegar. A Paraíba registra uma taxa de 70% de retorno de mercadorias.

Desde o último domingo (22) está em vigor na Paraíba o decreto que proíbe o funcionamento em regiões com casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus de estabelecimentos não essenciais.

“O caminhão sai para o interior e o caminhoneiro não tem onde comer, as pousadas estão fechadas. Não se pode dormir no caminhão. Sete governadores já de adaptaram a esse realidade. Como as pessoas [caminhoneiros] vão trabalhar com fome? Em João Pessoa podemos fornecer comida e na estrada? Não tem como manter a comida em bom nível”, indagou Arlan Rodrigues, presidente do Sindicato, à reportagem do Portal MaisPB.

A categoria espera que ainda hoje o Governo do Estado possa se adequar às solicitações. “Para você ter uma ideia, a gente tem um índice grande de retorno de mercadoria. A cada 100 entregas, 70 estão voltando. Vai chegar um ponto que vai prejudicar. Tem carga que pode retornar, mas tem carga que não. Se um caminhão quebrar, não tiver como consertar, ele vai ter que parar. As pessoas vão lá saquear”, disse.

Arlan relatou ainda a dificuldade para entregar parte da mercadoria. “Embora nossa atividade tenha sito declarada essencial, trabalhamos com comércio e indústria. Se o estabelecimento está fechado, não conseguimos entregar”, afirmou.

MaisPB

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