João Pessoa, 19 de março de 2020 | --ºC / --ºC Dólar - Euro

ÚltimaHora

Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Se eu fosse prefeito (VII)

Comentários:
publicado em 19/03/2020 às 11h16
A- A+

Escrevo esta sétima parte relativa aos textos que titulei “Se eu fosse prefeito” exatamente na terça feira, 17 de março de 2020, no horário em que os meios de comunicação, especialmente rádios e tvs, na chamada “hora do almoço”, transmitem as informações de que os prefeitos de João Pessoa e de Campina Grande, além de outras autoridades públicas, anunciaram medidas emergenciais com vistas a amenizar os problemas decorrentes do coronavirus! No bojo de tais medidas, suspensão de aulas e de expedientes funcionais, e, também, orientações para evitar-se aglomerações, etc. e tal.

Chegando ao escritório que tenho como estrutura física de apoio profissional,  bem no centro da cidade, constato dois restaurantes – costumeiramente “cheios” – nessa data, aqui mencionada,  semivazios. E “olhando os ônibus passarem”, também os observo semivazios. Um quadro assim aponta que as cidades, neste momento, enfrentam não só um problema de saúde pública. Cada uma delas passa a enfrentar, igualmente, um problemão de natureza econômica.

Daí, todos os prefeitos, em sua missão, precisarem cumpri-la tal como deve ser… e não com um “pensar nas próximas eleições” ou naquele “olhar só pro próprio umbigo”, ou seja, “essa obra é só minha e o povo só vai votar em mim”. Nunca, dantes, como agora, fomos mais advertidos quanto à necessidade de união ou integração nas ações no âmbito das três esferas governamentais, portanto prevalecendo a interinstitucionalidade, o que também quer dizer “intergovernabilidade”, esta na prática e não só em discursos.

Este problemão que as prefeituras enfrentam no campo da saúde pública (o coronavirus) e com sérias repercussões na economia, levando-as  a imensas dificuldades orçamentárias e especialmente financeiras, devem servir para uma reflexão sobre a indispensabilidade de formarem e manterem um fundo financeiro para emergências (como esta atual), sobre o qual mais detalhadamente me reportarei na parte VIII desta série sobre gestão municipal.