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Morre, aos 57 anos, ativista LGBT, Fernanda Benvenutty; políticos lamentam

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publicado em 02/02/2020 às 15h50
atualizado em 02/02/2020 às 15h38
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A classe política lamentou, na tarde deste domingo (2), a morte da ativista das causas LGBT+, Fernanda Benvenutty, aos 57 anos. Ela lutava contra um câncer desde 2018 e seu velório, segundo o 1º secretário da Liga Independente da Escolas de Samba de João Pessoa, a qual Fernanda era presidente, começou às 17h, no Ginásio do Guarany do Róger e não em uma Central de Velório, conforme havia anunciado.

Destaque na luta pelos direitos dos transexuais e transgêneros em João Pessoa, em abril de 2005, Fernanda Benvenutty participou de uma comissão de militantes do movimento LGBT brasileiro, discursou na Câmara dos Deputados em Brasília junto à Comissão de Direitos Humanos e Minorias, para reivindicar verbas para programas de combate à homofobia.

Além de presidir a Liga Independente das Escolas de Samba da Capital, a militante LGBT+ também era presidente do Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba Unidos do Roger, campeão do carnaval de 2019, e chegou a disputar mandatos de vereadora em João Pessoa e deputada estadual.

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, lembrou através de nota da sua assessoria que, além da perda para os movimentos de igualdade de gêneros, a partida de Benvenutty também deixará uma lacuna em relação ao Carnaval Tradição da cidade.

“Além de externar reconhecimento ao trabalho e luta de Benvenutty, Luciano Cartaxo lamenta a grande perda que o movimento carnavalesco sofre com a passagem de uma das mais dedicadas defensoras do Carnaval Tradição de João Pessoa, como integrante da Escola de Samba Unidos do Róger”, diz trecho da nota. 

O presidente estadual do PT, Jackson Macedo, lamentou a morte  da ativista, carnavalesca e enfermeira.

“Minha amiga do peito porque partiste tão cedo? Você foi uma inspiração para nós guerreira da igualdade, da diversidade e do amor. Vamos fazer um carnaval para você. A Unidos do Róger vai buscar esse titulo para tu amiga. Vai com Deus”, diz Macedo.

Outro dirigente partidário que lamentou a partida de Fernanda foi o presidente estadual do Psol, Tárcio Teixeira. Para ele, fica o legado conquistado por ela nos movimentos que atuou.

“Em nosso mundo físico Fernanda segue referência e sendo parte dessa energia boa que move e transforma o mundo, sua luta no movimento LGBTQI+, no Carnaval, na enfermagem, todas elas, lutas e vida coletiva, são lutas das quais ela sempre será parte e referência”, destacou. 

“Sua partida é sentida por todas (os) que buscam por um mundo maias justo, igualitário, sem preconceito e com oportunidades iguais, deixando um verdadeiro legado de luta”, arrematou a vereadora de João Pessoa, Sandra Marrocos.

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) emitiu em suas redes sociais nota de pesar. A entidade lembra o pioneirismo de Fernanda na defesa do público LGBT+ e que será inspiração na luta que ajudou construir.

“Ela que foi pioneira de muitas lutas e de muitas batalhas, mas infelizmente perdeu a vida vitimada pelo câncer. Nós estamos dilaceradas por perder tão importante personalidade, mas temos certeza que ela cumpriu o seu papel. E nos deixou um belo legado de luta e resistência”, diz trecho da nota da ANTRA.

Roberto Targino – MaisPB

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