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Família brasileira luta por traslado do corpo de mulher morta no Suriname

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publicado em 16/05/2013 às 19h46
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Uma família de Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, luta para fazer o traslado do corpo de uma mulher brutalmente assassinada no Suriname. Segundo a cabeleireira Maria de Oliveira Pinheiro, a irmã dela, Ana Paula de Oliveira Pinheiro, de 32 anos, foi degolada na noite da última terça-feira (14) por um ex-namorado, também brasileiro, em um garimpo onde ela trabalhava como cozinheira. O crime aconteceu momentos antes dela embarcar para o Brasil. O corpo foi encontrado um dia depois, na divisa do país com a Guiana Francesa.

Ana Paula é natural do Maranhão, mas vivia em Goiás. Segundo Maria, ela estava no Suriname havia cinco anos e, no ano passado, começou a namorar com o suspeito. O rapaz também era maranhense e maltratava a cozinheira, de acordo com informações de parentes da vítima. "Eles se conheceram lá [no Suriname]. Mas parece que ele já tinha matado umas três pessoas lá. Ela estava decidida a voltar definitivamente para o Brasil quando foi morta", diz Maria.

A cabeleireira conta que Ana Paula foi assassinada quando se preparava para voltar a Goiás, em um avião de pequeno porte, junto com um irmão que morava com ela e estava doente. O ex-companheiro teria aparecido e pedido para conversar com a cozinheira. "Ele pediu para ela ficar, que ia tratar ela bem. Aí ela resolveu ficar e foi assassinada no mesmo dia", lamenta a irmã.

Ana Paula tem duas filhas, de sete e dois anos. As duas moram com a avó em Senador La Roque, na região oeste do Maranhão.

O suspeito de ter cometido o homicídio está preso em Paramaribo, capital do Suriname. Segundo a família, ele já teria confessado a autoria do crime.

Ajuda

A família de Ana Paula só soube da morte dela no dia seguinte. Nesta quinta-feira (16), Maria e um irmão procuraram a Secretaria de Assuntos Internacionais de Goiás para pedir ajuda com o caso.

De acordo com o secretário da pasta, Elie Chidiac, já foram enviados ofícios para o Consulado do Brasil no Suriname e Ministério das Relações Exteriores. Ele disse que a família vai ser auxiliada.

"O estado possui o Fundo de Amparo aos Goianos Mortos no Exterior e estamos esperando a Justiça do Suriname liberar o corpo para fazer o traslado dela de volta para o Brasil", informou.

No entanto, Chidiac afirma que por conta de todos os trâmites burocráticos, o processo deve levar algum tempo.
"Temos que esperar para ver quando o corpo será liberado e se haverá ou não exumação do cadáver para o andamento das investigações. A previsão é de que tudo seja resolvido entre dez e 15 dias", calcula.

Segundo o secretário, pelo menos 3,1 mil brasileiros estão no exterior atualmente. Desses, cerca de 450 são goianos.

G1

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