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Governo goiano pagará R$ 2,5 mi para receber um treino da seleção

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publicado em 03/06/2013 às 20h55
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 O Governo de Goiás vai desembolsar R$ 2,5 milhões para ajudar na reforma da Serrinha, sede social do Goiás, que receberá apenas um treino da seleção. O local, que ganhou novos vestiários, teve a fachada reformada e ganhou dois campos totalmente novos, será casa do time de Luiz Felipe Scolari por apenas meio período, nesta terça, primeiro dia de trabalho do time em Goiânia.

"O valor gasto foi de R$ 4 milhões. O Governo vai pagar R$ 2 milhões de ajuda, vai ficar tudo certo", disse João Bosco Luz, presidente do Goiás, por telefone, no último sábado. Nesta segunda, ele confirmou as informações na inauguração da nova Serrinha, em evento que ainda contou com a presença do governador local, Marconi Perillo.

"Eu faria qualquer modificação para ter a seleção brasileira aqui. Estados muito menores que o nosso estão investindo R$ 1 bilhão, R$ 800 milhões. Não é só para um treino. Vamos estar preparados para receber outras seleções agora e na Copa do ano que vem", disse o político, aliado de Marin que transformou Goiânia na casa da seleção no país desde 2010.

José Maria Marin, presidente da CBF, também esteve no evento. Embora não tenha ido a fundo no assunto, ele também rasgou elogios ao empenho do governo local. "Só tenho, em nome da CBF e dos presidentes de federações, externar não só meu agradecimento, mas principalmente meu reconhecimento a todo apoio e trabalho do governador à nossa seleção brasileira", disse o presidente da CBF.

A reforma custou, ao todo, R$ 4 milhões, valor bancado integralmente pelo Goiás. Agora, nas próximas semanas, um acordo político deve ser selado para que o Governo do Estado possa ressarcir o clube em quase R$ 2,5 milhões. Tudo por meio período de treinamentos.

No total, a seleção passará seis dias em Goiânia antes da Copa das Confederações, com treinos em quatro deles. Apenas um período de trabalho, no entanto, ocorrerá na Serrinha. Será justamente o primeiro, na manhã desta terça. Os demais estão marcados para o CT do clube, em outro ponto da cidade.

Mesmo assim, o governo estadual e o clube se empenharam em uma estratégia que abriu brecha para o investimento do dinheiro. O processo que permitiu o investimento se deu todo no mês de maio, quando a reforma já estava praticamente concluída.

Em 16 de maio, o governador Marconi Perillo encaminhou à Assembleia Legislativa um pedido de alteração do Proesporte, programa do governo estadual que prevê, desde 2004, que R$ 5 milhões da arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sejam destinados a projetos esportivos.

Até então, os interessados apresentavam seus projetos e poderiam captar até R$ 250 mil com empresas no mercado. Da verba total disponível, de R$ 5 milhões, somente 10% poderia ser aplicado no esporte profissional (15% ia para o esporte paraolímpico e 75% para o amador). Além disso, o governo não poderia arcar com mais de 25% do valor total de um projeto.

Para enquadrar o caso do Goiás, tudo isso mudou. O projeto de lei encaminhado pelo governador Perillo pediu que o valor total disponibilizado pelo Estado subisse para R$ 6 milhões. O valor máximo para cada proponente subiria para R$ 325 mil, mas "dependendo da importância e excepcionalidade do projeto", poderiam ser investidos até 2/5 da verba total anual.

Na prática, isso fez com que a comissão que avalia os pedidos tivesse autorização para repassar até R$ 2,6 milhões. Não por acaso, o valor se aproxima daquilo que foi imaginado pelo Goiás, que ainda foi favorecido em dois itens da nova redação da lei 14.546. O percentual máximo de participação do Estado subiu de 25% para 60% e o item da lei que limitava a distribuição da verba para o desporto profissional foi limado.

A nova redação foi aprovada pela Assembleia Legislativa em 21 de maio e sancionada pelo governador dois dias depois. Com isso, a Agel pôde tirar da gaveta três projetos que estavam travados desde o início do ano.

Em 18 de janeiro, o Goiás encaminhou ao órgão três pedidos de verba do Proesporte. Na verdade, se tratavam de três etapas de um mesmo projeto, denominado "Amplações [sic] e adaptações para desenvolvimento escolinhas de futebol". Em cada um deles, o clube pede R$ 807.500,00, chegando a um total de pouco mais de R$ 2, 4 milhões.

Na justificativa apresentada, o Goiás argumenta que com a verba poderá, entre outras coisas, "gerar inclusão social em toda a nossa cidade". Na discriminação dos valores, no entanto, o clube promete gastar dinheiro com itens como areia lavada (R$ 204 mil), estrutura metálica (R$ 239 mil) e matérias de construção e obra (R$ 357 mil).

UOL

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