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IBGE: Brasileiro consome mais no 2º trimestre

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publicado em 01/09/2017 às 13h14
atualizado em 01/09/2017 às 10h15
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O brasileiro voltou às compras após mais de 2 anos de retração no consumo. Esse movimento ainda é tímido, mas contribuiu para uma alta de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do país no segundo trimestre. O consumo das famílias cresceu 1,4% no período, na primeira alta após nove trimestres, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inflação mais baixa, a queda na taxa de juros e os saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) impulsionaram os gastos das famílias, de acordo com economistas ouvidos pelo G1.

Foi a liberação do dinheiro do FGTS, em março, que deu fôlego financeiro ao técnico-administrativo Alexandre Oh, de 37 anos. Ele usou um quarto do dinheiro que acumulou em 6 anos de trabalho como bancário para pagar suas dívidas com IPVA, cartão de crédito e cheque especial. Mas, parte desse dinheiro, ele gastou para melhorar de vida.

Sem dívidas, Oh passou a frequentar o clube, a academia, restaurantes, teatro e partidas de futebol. A maior parte do dinheiro (cerca de 55%) ele gastou com itens para casa, roupas para a família, cuidados com a cachorrinha e manutenção do carro, além de uma viagem com a esposa para a Bahia.

Os saques das contas inativas do FGTS injetaram R$ 44 bilhões na economia entre março e julho deste ano. O Ministério do Planejamento chegou a prever que esse valor acrescentaria 0,61 ponto percentual ao PIB de 2017, evitando o terceiro ano seguido de tombo da economia.

Cautela

Apesar da retomada do crescimento, o consumo das famílias ainda é tímido comparado aos tempos de bonança da economia. Muitos brasileiros ainda estão usando sua renda para quitar dívidas e guardar dinheiro para um futuro ainda indefinido.

No caso de Oh, 20% do dinheiro sacado do FGTS foi para a caderneta de poupança. “Por ora, não tenho a intenção ou previsão de gastar esse valor”, diz. A cautela se deve à percepção de que a melhora na economia ainda não é consistente. “Do jeito que as coisas caminham, não sei por quanto tempo vamos conseguir manter esta rotina”, comenta.

Mesmo com vontade de comprar uma lava-louças, uma máquina de lavar, uma secadora nova e móveis planejados para seu apartamento, o técnico administrativo está aguardando melhores condições econômicas para gastar.

G1

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