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Repórter de esportes e de política. Atualmente em Rádio Arapuan. Antes, Sistema Correio de Comunicação, Rede Paraibana de Notícias e Blog do Gordinho. Neste espaço, opinião, informação, entrevistas e bastidores. Contato com a Coluna: contato.mauriliojunior@gmail.com

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Tiro no próprio pé

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publicado em 08/03/2017 às 15h15
atualizado em 16/03/2017 às 11h54

Desdenhar de quem fez história no passado recente do Botafogo foi uma saída infeliz do presidente Zezinho – assim como são infelizes as acusações de parte da torcida contra o dirigente -, na última quarta-feira, para tentar justificar o momento turbulento do clube. Foram dez anos de ostracismo até o início da reconstrução em 2013.

O time daquele ano não era de desconhecidos como Zezinho afirmou. A base foi bicampeã paraibana dois anos antes. Wanderley, um dos heróis da conquista do Paraibano, fez sucesso pelo Nordeste antes de chegar ao Belo. Aidar, herói na Série D, fez bons campeonatos no Sul antes de ser contratado pelo Treze e seguir para o Botafogo. Pio, Lenilson e Gil Bala: o currículo de cada um responde e não preciso falar.

Genivaldo, Ferreira, André Lima, Celico, Doda, Hércules, Isaias, Marcelo Vilar e cia colocaram o Botafogo em outro patamar. Abraçaram a causa de treinar fora da cidade e/ou no terrão. Tem de ser mais respeitados.

Cair no péssimo hábito de responder os erros com arrogância é ruim para gestão. Nem o passado, nem a imprensa são culpados pela eliminação na Copa do Brasil e de mais uma péssima campanha na Copa do Nordeste. Nem Zezinho é o único responsável pelas muitas contratações equivocadas nos últimos três anos.

É preciso respeitar o passado para construir o presente.

Postado em 4 de março, através do facebook 

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