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Atirador de Dallas era reservista do Exército e veterano do Afeganistão

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publicado em 08/07/2016 às 18h40
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Micah Xavier Johnson, apontado como o autor do tiroteio em Dallas, no estado do Texas, que deixou cinco policiais mortos e outras nove pessoas feridas, entre elas sete agentes, era reservista do Exército e combateu no Afeganistão, informou o Pentágono.

Johnson, um afro-americano de 25 anos, serviu no Afeganistão entre novembro de 2013 e julho de 2014, informou o Exército americano.

Johnson vivia no subúrbio de Mesquite, em Dallas, segundo as emissoras de TV CBS News e a NBC News.

Ele foi morto após confronto com a polícia.

Materiais para a confecção de bombas, coletes a prova de balas, rifles e munição foram encontrados em uma busca em sua casa, informou a polícia local, segundo a Reuters.

O chefe de polícia de Dallas, David Brown, disse que foi usado um “robô-bomba” para conseguir deter o franco-atirador após ele se entrincheirar em um estacionamento de um prédio no centro da cidade.

“Nós tivemos troca de tiros com o suspeito. Não vimos nenhuma outra opção e tivemos que usar nosso robô-bomba”, disse Brown.

Durante a negociação com a polícia, o atirador disse que queria matar policiais brancos. “O suspeito afirmou que estava decepcionado sobre o (movimento) Black Lives Matter (vidas de negros importam)”, afirmou Brown, que é negro.

“Ele disse que estava decepcionado com as ações recentes da polícia, decepcionado com brancos. O suspeito afirmou que queria matar pessoas brancas, especialmente policiais brancos”, acrescentou o chefe de polícia.

Em conversas com policiais, o suspeito disse que não era filiado a qualquer grupo, segundo Brown.

A Casa Branca também informou que os investigadores “descartaram publicamente” que o responsável pelo “terrível ato de violência” em Dallas (Texas) tenha tido “algum tipo de ligação com uma organização terrorista”.

“Descartaram publicamente a possibilidade de que o indivíduo que lançou este terrível ato de violência tenha tido algum tipo de conexão com uma organização terrorista nos Estados Unidos ou no mundo”, disse a jornalistas em Varsóvia o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

O ataque ocorreu em uma semana em que dois negros foram mortos a tiros por policiais brancos em Baton Rouge, na Luisiana, e nos arredores de Mineápolis. As mortes, ambas objeto de investigações oficiais, aumentaram as tensões raciais nos EUA.

Os disparos aconteceram no momento em que um protesto em Dallas terminava, fazendo manifestantes gritarem e correrem em pânico pelas ruas da cidade.

Foi o dia mais mortal para a polícia do país desde os ataques de 11 de setembro de 2001, em Nova York e Washington.

Um total de 12 policiais e dois civis foram baleados durante o ataque, disse o prefeito de Dallas, Mike Rawlings. Três dos policiais alvejados eram mulheres, informou.

Entre os policiais que foram mortos pelo atirador estão Brent Thompson, de 43 anos, que trabalhava na agência de trânsito, e Patrick Zamarripa, do Departamento de Polícia de Dallas.

G1