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Max Oliveira é graduando em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Tem passagens pelas principais emissoras de rádio de João Pessoa, onde atuou fazendo cobertura esportiva. Atualmente é comentarista e colunista do Mais PB.

Novela do paraibano tem mocinhos e vilões

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publicado em 17/05/2016 às 18h27
atualizado em 17/05/2016 às 18h37

Existem candidatos a mocinhos e vilões na novela protagonizada por Treze, Campinense e Federação Paraibana de Futebol fora dos gramados.

As últimas cenas, porém, cristalizaram quem é a única e verdadeira vítima dessa história, antes mesmo de assistirmos ao capítulo final:

O torcedor, como sempre, paga muito caro pela forma como os dirigentes conduzem os rumos dos clubes de futebol e federações.

Essa narrativa, inclusive, se repete há muitos campeonatos paraibanos. Na edição deste ano, o gênero da vez é o drama.

Drama protagonizado pelo Campinense – personagem sedutor, capaz de encantar apreciadores do bom futebol, com suas façanhas dentro dos gramados, mas que vive as amarguras de uma vida mal administrada fora dele. Eis o candidato a mocinho da nossa história.

No papel de vilão, dois candidatos – o Treze e a Federação Paraibana de Futebol (FPF).

O primeiro argumenta que cometeu a maldade de paralisar o campeonato porque viu o seu rival levar vantagem nas quatro linhas, porém descuidado na adequação à lei de responsabilidade fiscal que rege o futebol atual.

Já o segundo interpretou tão bem e por tantas vezes o papel de vilão do futebol paraibano em outras tramas que deve ter uma coleção de estatuetas de melhor ator na sua galeria. Na história em questão, a Federação Paraibana de Futebol é acusada de ser conivente com a questão do Campinense e ser parcial pró Raposa no julgamento do TJD.

O ato final desta trama será gravado no Rio de Janeiro. E, no script, uma única e definitiva cena: o voto do juiz que poderá pôr fim a agonia do futebol paraibano.

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