João Pessoa, 30 de julho de 2014 | --ºC / --ºC
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Após a repercussão nacional da morte de um jovem em João Pessoa (PB), o diretor do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, Edvan Edvan Benevides, explicou, nesta quarta-feira (30), a questão da retenção de maca das ambulâncias, que chegam com pacientes na unidade de saúde.
De acordo com matéria veiculada na TV UOL, do Portal UOL, jovem Jean Carlos Lopes da Silva, 25, morreu por falta de atendimento médico, já que a unidade do Samu não chegou a tempo de atendê-lo, porque as macas estavam retidas no Hospital de Trauma da Capital.
Em entrevista a uma emissora de rádio da Capital, Edvan Leite contou que o problema não seria apenas de aquisição de novas macas, mas sim de espaços físicos no atendimento dos pacientes. De acordo com ele, se muitas das pessoas que vão ao Trauma fossem para outros hospitais da rede de saúde diminuiria o problema do atendimento naquele hospital.
O diretor acrescentou que nas primeiras abordagens médicas nos pacientes, o trabalho deve ser feito na maca onde a pessoa se encontra ou em outra semelhante.
“Este primeiro item dele receber a abordagem do ortopedista ou do cirurgião e fazer os primeiros exames, quando estamos com o hospital na sua capacidade instalada toda preenchida, deve ser feito no equipamento que temos ali. Nós temos macas semelhantes, mas que vão sendo ocupadas. Se eu não tiver, não posso botar em uma cama comum. É isso que acontece”, disse o gestor, afirmando que quando tem uma grande demanda, o paciente pode fica até uma hora na maca se enquadrar-se no perfil de pacientes graves.
Edvan disse que a questão da retenção de macas não é um questão que só acontece no Trauma e citou outros exemplos no Brasil. Para tentar melhora o problema, ele contou que a gestão vai tentar fazer uma reforma na emergência para ampliar a área, número de macas sobressalentes e também e número de leitos.
“Mas não adianta incha o serviço de macas para depois essas macas ficarem se amontoando e a gente chegar o que aconteceu em 2011 com 91 delas espalhadas pelo hospital. Então a gente tem que fazer uma ligação entre a rede para que possamos repactuar os atendimentos e que cada um faça a sua parte”, disse.
Roberto Targino – MaisPB
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