07 de dezembro de 2016 - 23:06

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02/12/2016 às 07h46 • atualizado em 02/12/2016 às 07h48

Buzz Aldrin, 2º homem a pisar na Lua, se recupera em clínica

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Buzz Aldrin, segundo homem a pisar na Lua, em julho de 1969, depois de Neil Armstrong, “se recupera” em uma clínica da Nova Zelândia depois de ter sido retirado de uma base do Polo Sul por problemas de saúde.

Uma foto divulgada nesta sexta-feira mostra Aldrin sorridente em uma cama de hospital, ao lado de sua empresária, Christina Korp.

Segundo seu porta-voz, Aldrin “tinha líquido nos pulmões, mas responde bem aos antibióticos”.

O pedido para retirar o astronauta aposentado de 86 anos, que viajou o mundo todo para promover a colonização de Marte, foi feito pela companhia de turismo privada White Desert, com a qual Aldrin visitava a Antártica, de acordo com o comunicado enviado pela NSF.

“O estado de saúde de Buzz Aldrin se deteriorou e ele foi evacuado da base antártica americana Amundsen-Scott, uma estação de pesquisa situada a 250 metros do Polo Sul, quando a visitava com um grupo de turistas”, segundo um comunicado da White Desert.

O astronauta aposentado foi evacuado “no primeiro voo disponível” e, “por precaução”, levado para a base de McMurdo.

Outro avião com equipamento médico foi enviado a esta segunda base para levar Aldrin à Nova Zelândia “o mais rápido possível”, disse a NSF.

Em 27 de novembro, Aldrin publicou uma mensagem no Twitter sobre a sua viagem ao Polo Sul.

“Talvez eu não esteja bem agasalhado para a Antártica, mas tenho tendência a ter sangue quente”, brincou, publicando também uma foto dele perto de um avião vestindo uma camiseta preta com a imagem de Marte em vermelho.

Em 20 de julho de 1969, Aldrin e Neil Armstrong foram os primeiro homens a pisar na Lua, no âmbito da missão Apollo 11.

Em suas aparições públicas, Aldrin costuma brincar com o fato de que ficará na história como o segundo homem em ter caminhado na Lua, atrás de Armstrong, morto em agosto de 2012.

Armstrong, o primeiro astronauta a descer do módulo lunar, pronunciou as palavras que se tornariam famosas: “Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade”.

“Lindo, lindo. Magnífica desolação”, disse Aldrin quando se juntou ao colega no solo lunar, onde passaria duas horas e meia.

Cristão devoto durante a época da epopeia lunar, comungou secretamente na nave que aterrizou na Lua.

Em 2009, em entrevista à AFP, contou que sua experiência na Lua, combinada com seus desgostos pessoais, entre eles dois divórcios, haviam transformado sua fé em uma espiritualidade mais universal.

Caiu no alcoolismo durante seis anos por uma depressão que atribui à genética familiar e ao fato de ter ficado sem estrutura após abandonar a Nasa e o Exército do Ar, três anos depois da chegada à Lua.

Depois, o astronauta conseguiu se recompor. Criou a empresa de motores de foguetes Starcraft Booster e uma fundação, ShareSpace, para promover o turismo espacial tripulado.

Sua missão, explica, é a de estimular na nova geração o espírito de conquista e de aventura que animava as missões Apollo.

Nos últimos anos, se tornou autor de livros para adultos e crianças e defendeu o estabelecimento de uma colônia humana permanente em Marte.

Das 12 pessoas que caminharam na Lua, sete ainda estão vivas.

G1