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A Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde) abriu sindicância administrativa e adotou medidas corretivas após identificar inconsistências em laudos de exames de radiologia no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita. De acordo com a entidade, as providências foram iniciadas no dia 10 de fevereiro, antes da divulgação do caso na imprensa.
Na manhã desta quarta-feira (4), durante vistoria realizada no hospital pela promotora de Justiça de Santa Rita, Gardênia Cirne de Almeida, a direção da unidade apresentou ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) um relatório detalhado com o registro das medidas adotadas pela Fundação e pela empresa responsável pelo serviço de telerradiologia.
A diretora-geral do hospital, Louise Nathalie, destacou que a gestão iniciou imediatamente a apuração interna após ser informada da situação pela Coordenação Médica da UTI Cardiológica da unidade, no dia 10 de fevereiro.
“O documento entregue hoje ao Ministério Público não apenas detalha o fluxo de controle, mas principalmente comprova que, tão logo a direção foi acionada pela Coordenação Médica da UTI Cardiológica em 10 de fevereiro, instauramos imediatamente um procedimento interno de apuração, revisamos os laudos e consultamos especialistas. Todas essas ações, incluindo o afastamento do médico responsável pela empresa e a refacção dos laudos questionados, foram concluídas antes do dia 27 de fevereiro, data em que o caso veio a público na imprensa”, declarou a diretora.
Vistoria do Ministério Público da Paraíba
A vistoria do MP foi conduzida pela promotora de Justiça de Santa Rita, Gardênia Cirne de Almeida, acompanhada de sua equipe.
Durante a visita, foram inspecionadas as instalações do Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) do hospital e apresentados os procedimentos adotados pela direção da unidade.
De acordo com o Ministério Público, o material entregue será anexado à notícia de fato instaurada pelo órgão. A promotoria irá analisar a documentação antes de definir os próximos encaminhamentos do caso.
Entenda o caso
O caso teve início após a Coordenação Médica da UTI Cardiológica do hospital encaminhar à direção da unidade o ofício nº 04/2026, em 10 de fevereiro de 2026.
O documento apontava possíveis inconformidades técnicas em exames de alta complexidade, como casos de dissecção de aorta, aneurismas e oclusões vasculares cerebrais, realizados por meio de telerradiologia — modalidade em que os laudos de exames de imagem são emitidos à distância.
Segundo a PB Saúde, após receber o alerta, foram adotadas medidas como a notificação da empresa responsável, o afastamento do médico vinculado ao serviço e a revisão dos laudos questionados.
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