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Lucas reage a Cícero e diz que ‘velha política ficou no passado quando governador resolvia na bala’

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publicado em 23/02/2026 ás 21h40
atualizado em 23/02/2026 ás 22h04

O governador em exercício da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), reagiu, na noite desta segunda-feira (23), em entrevista ao programa Hora H,  da TV Norte Paraíba, à provocação do o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), após o gestor afirmar, durante agenda pública na Capital, que citou “lapada do cipó” ao provocar adversários.

“A velha política passou. Essa é a velha política do passado, de gente que tem saudade de quando o governador resolvia as coisas na bala, né? Que era quando a turma dele aí. Então, eu não tenho saudade desse tipo de gente, até porque a nossa posição, a nossa fala e o nosso posicionamento sempre vai se sobrepor a esse tipo de atitude”, frisou.

Questionado qual a avaliação faz da aliança firmada entre o prefeito pessoense, que deixou a base governista e migrou para oposição, firmando aliança com o Clã Cunha Lima e com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), Lucas Ribeiro cutucou a composição.

“Até pouco tempo o próprio Cícero dizia: ‘Cunha Lima nunca mais’. De Veneziano a gente sabe as coisas que ele falava, inclusive na campanha quando Veneziano apoiou, trabalhou por outra candidatura aqui em João Pessoa. Então eu vou deixar para a sociedade, né, para a população poder dar essa legenda”, avaliou.

Ainda na entrevista, o governador em exercício fez comparativos entre o atual governo e governos passados, incluíndo os da oposição.

“A Paraíba de hoje não é a mesma dos anos 90. O que a gente tem visto aí são algumas pessoas com saudosismo desse período, que foi um período em que a pobreza reinava. Onde o analfabetismo era altíssimo. Problemas de desemprego e problemas sociais eram grandes. A Paraíba de hoje não é a Paraíba do início dos anos 2000, quando o servidor público, quando professores precisavam fazer empréstimo para pagar o seu salário, para ter direito ao seu salário. Quando o policial militar precisava empurrar a viatura por falta de combustível ou até fazer vaquinha ali na comunidade pra poder abastecer o carro. Quando só tinha direito a três balas no tambor do revólver pra poder sair à caça de bandidos. Não é essa Paraíba”, pontuou.

“E eu falo esse registro porque a gente tem visto, além desse saudosismo de alguns opositores ao nosso governo, eles estão hoje todos juntos, né?”, provocou.

Relação com Leo Bezerra e Bruno Cunha Lima 

Apesar de marchar em lados opostos da política, Lucas Ribeiro ponderou que vai manter o diálogo administrativo com os prefeitos de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União) e o futuro gestor de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB).

“Enquanto governador, eu receberei todos os prefeitos e prefeitas, independente de questões políticas que queiram e aqueles que queiram discutir, que a gente precisar discutir algo da cidade, algo do seu município, eu estarei aberto a dialogar, independente de questões políticas. Isso vale para Campina Grande, para o prefeito Bruno, isso vale também para João Pessoa. Até porque Léo, eu tenho uma relação muito boa com Léo, nós fomos vices juntos, a gente aquela afinidade, sabe? Tem uma afinidade, um carinho, eu sei que Léo é uma pessoa, um político da nova geração que eu acredito muito, que eu confio muito”, avaliou.

Escolha da vice

De acordo com o governador em exercício, a definição de quem vai compor a vaga de vice da chapa governista ficará para as convenções. O perfil, no entanto, foi traçado por Lucas.

“Uma pessoa que venha somar-se ao projeto, que esteja trabalhando com a gente. Assim como eu faço e sempre fiz”, avaliou.

Perguntando se poderia ser uma mulher para integrar a vaga, atualmente são aventados os nomes das secretárias Pollyanna Werton e Rafaela Camaraense, além da presidente do PT, Cida Ramos, Lucas Ribeiro se referiu ao trio como “grandes nomes da política” que vão participar da construção, reforçando que “será uma honra ter uma mulher” na chapa.

Cara do governo 

Quando assumir de forma definitiva o Governo do Estado a partir de 02 de abril, com a desincompatibilização do governador João Azevêdo (PSB), Lucas Ribeiro garante que não fará “grandes mudanças no secretariado”, a excessão dos auxiliares que precisarão deixar a gestão para estar aptos a disputar as eleições deste ano.

O político, no entanto, afirmou que pretende, apesar de ser um governo de continuidade, dar “sua cara” ao Poder Executivo.

“A gente vai precisar ocupar esses espaços [de secretários que deixarem o governo] e dar a nossa cara. Naturalmente, o nosso discurso para todos os secretários é de que o que está dando certo, quem está dando certo, quem quiser somar, continuar somando e fazendo a Paraíba avançar, a gente quer tá junto. E eu vou cobrar. Eu vou cobrar de todos esse empenho, essa dedicação pra gente fazer muito, pra gente trabalhar muito. Isso vai acontecer. E, vou dar a minha cara enquanto governador”, adiantou.

Reação a críticas de adversários 

Uma das criticas de adversários ao governador em exercício é o que chamam de “ausência de experiência” de Lucas Ribeiro para gerir o estado. Na entrevista, o progressista reagiu e disse que as provocações são feitas por pessoas que “não têm resultado e não têm o que mostrar”.

“A gente tem muito o que mostrar. Eu faço parte de um governo que tem entregas jamais vistas na história da Paraíba. A gente pode falar da Ponte do Futuro, a gente pode falar do Polo Turístico Cabo Branco, pode falar do Hospital de Trauma do Sertão que estamos construindo em Patos e de tantas outras ações que estão acontecendo em nosso estado que é o estado que mais cresce no Nordeste. Essa é a experiência que nos possibilita e que nos credencia a chegar na população e pedir a sua confiança pra gente continuar, porque é com essa experiência de quem já fez o que nunca havia sido feito na Paraíba que a gente quer dar continuidade a esse trabalho”, reagiu.

Ribeiro também refutou a tese apontada por setores da oposição de que o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) e a senadora Daniella Ribeiro (PP), tio e mãe de Lucas, é quem estariam no comando das decisões do Poder Executivo Estadual.

“É justamente pela falta do que falar da minha pessoa, pela falta do que falar, do que dizer. A responsabilidade por cada decisão, por cada ação desse governo será minha. Será minha enquanto governador, será de todo um time de secretários, porque ninguém faz nada sozinho. Nós temos todo um corpo de não só secretários, mas servidores públicos que estão diariamente cuidando do nosso estado. E vai ser minha responsabilidade”, pontuou.

Veja a entrevista completa:

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