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Graduada em direito e pós graduada em direito criminal e família, membro da academia de letras e artes de Goiás, tenho uma paixão pela escrita Acredito no poder das palavras para transformar realidades e conectar pessoas

Meu perfume é Patrick Suskind

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publicado em 22/01/2026 ás 07h00
atualizado em 21/01/2026 ás 20h57

O perfume nunca é inocente, mas o aroma é quente, bem quente.

Ele chega antes de mim, permanece depois, denuncia ausências, inaugura lembranças que eu não convidei. Há fragrâncias que são aviso. Outras, promessa. Algumas, armadilha, mas quem leu o Perfume de Patrick Suskind, entende do riscado.

Escolher um perfume é escolher como se quer ser lembrada — ou esquecida. Talvez.

Não borrifo para agradar.
Borrifo para marcar território invisível.

O perfume toca sem tocar. Entra na pele alheia sem pedir licença. É íntimo sem ser confissão. É presença mesmo quando o corpo já foi embora.

Há dias em que escolho o mais forte, quase excessivo, como quem diz: estou aqui, estou ali, estou além
Em outros, quase nada — só um rastro, para quem sabe procurar.

O perfume não explica quem sou.
Mas sugere.

E isso basta.

Meu perfume é Patrick Suskind

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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