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Advogado paraibano aponta crimes e pede condenação de Bolsonaro

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publicado em 22/06/2023 ás 11h49
atualizado em 22/06/2023 ás 16h14
Advogado paraibano Walber Agra durante sessão no TSE

O advogado paraibano Walber Agra, autor da ação movida pelo PDT que pede a condenação de Jair Bolsonaro (PL), afirmou, durante sessão do Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira (22), que são claras as provas de que o ex-presidente cometeu crimes eleitorais ano passado.

Ele acusou Bolsonaro de mentir diversas vezes sobre o sistema eleitoral e apontou o uso do Estado em favor da campanha presidencial.

“Será que vamos novamente em estágio de cegueira? Houve a uma reunião [com embaixadores] para desmoralizar as instituições. Ele [Bolsonaro] utilizou bens públicos para finalidade eleitoral. Utilizou-se a TV Brasil, desviou-se propagando institucional para disseminar fake news. Utilizou-se aviões da FAB, está nos autos. Dano ao erário em várias oportunidades”, disse o jurista paraibano.

Agra também apontou o discurso em defesa de um golpe de estado. “Difusão sistemática de fake news, ataques sistêmicos à democracia, principalmente aos ministros. Veja que cena triste da nossa história. E, por último, tentativa nítida de golpe militar, de golpe de Estado… a minuta não é texto apócrifo. Sabemos a responsabilidade que está no Planalto. Está nos autos. Os fatos dos últimos dias são retumbantes, inclusive negar a claridade dessa luz. Por que o medo da luz?”, prosseguiu.

Confira a fala do advogado: 

Julgamento é suspenso 

Após a leitura do relatório inicial e das falas dos advogados de defesa e acusação, além da leitura do parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), o julgamento do processo foi suspenso e deve ser retomado na próxima semana, quando os ministros vão apresentar os votos sobre a acusações impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O julgamento 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu início, nesta quinta-feira (22), ao julgamento do processo aberto contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação trata da reunião do então presidente com embaixadores, realizada em julho do ano passado, no Palácio da Alvorada, para atacar o sistema eletrônico de votação. Se for condenado, Bolsonaro ficará inelegível por oito anos e não poderá disputar as próximas eleições.

Na ação, Bolsonaro é acusado de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação por ter transmitido a reunião por meio da TV Brasil. Após a realização da reunião, o PDT entrou com uma ação de investigação no TSE.

Em seguida, de forma liminar, o tribunal determinou a retirada das imagens do encontro das redes sociais e da transmissão oficial do evento por entender que houve divulgação de fatos inverídicos e descontextualizados sobre o sistema de votação.

Em parecer enviado ao TSE, a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) defendeu que Bolsonaro seja condenado. Para o órgão, o ex-presidente divulgou aos embaixadores informações inverídicas sobre as eleições.

MaisPB