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Apesar de ter mais registros de ataques de tubarão do que em Recife (PE), o estado da Flórida (EUA) possui menor índice de letalidade dos casos que no estado brasileiro. Entre o último domingo e a segunda-feira duas pessoas foram vítimas de incidentes na cidade nordestina. Enquanto isso, na Flórida, a quantidade desses incidentes chega a ser dez vezes maior. Ainda assim, o estado americano as mortes ocorrem com menos frequência.
“A Flórida tem 10 vezes mais ataque que o estado de Pernambuco. O índice de fatalidade lá é de 1%, aqui é 33%”, aponta o biólogo marinho Marcelo Szpilman, presidente do AquaRio, em entrevista ao G1.
O especialista acredita que a diferença entre os casos ocorre, especialmente, por conta das espécies. Em Recife, a presença é do tubarão de cabeça-chata, maior e com mais poder de mordida. Na Flórida, são animais menores. Outro motivo, segundo a o biológo, está no acesso das equipes de resgate a treinamento adequado para essas situações:
“Os salva-vidas de Recife são muito bem treinados para o salvamento aquático. O que falta é um treinamento mais intensivo para primeiro atendimento”, avalia. “O que mata é o afogamento provocado pelo choque hipovolêmico (situação de emergência decorrente da perda de grande quantidade de líquidos e sangue). Quando a pessoa é resgatada da água, não morre porque você consegue conter o sangramento”, explica.
Ainda segundo Marcelo Szpilmann, o fenômeno dos ataques de tubarão é, em parte, resultado da ação humana, com a construção do Porto de Suape. Obras que aterram mangues, locais nos quais os tubarões encontravam alimento, e bloquearam o acesso a rios, onde as fêmeas dos cabeça-chata iam parir seus filhotes, obrigaram os animais da espécie a buscarem novas áreas para habitar. Isso os levou ao litoral de Recife e ao maior contato com banhistas.
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