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NO RIO 2016

Governo pressiona o COB com meta única de medalhas

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publicado em 14/08/2012 ás 10h08

Em seu plano de se tornar potência olímpica, o governo federal pretende criar uma meta de medalhas única com o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para a Rio-2016.

É mais um passo das autoridades para aumentar a atuação na política de alto rendimento do país, com o crescimento do investimento.

E mais uma pressão sobre o comitê após o desempenho modesto em Londres-2012. No Reino Unido, houve previsão de pódios diferentes da entidade e do governo, sendo a do COB mais modesta.

Apesar de sem críticas, ficou claro o tom de cobrança ontem do Ministério do Esporte sobre o COB por causa dos cerca de R$ 2 bilhões públicos no esporte de alto rendimento no ciclo olímpico.

"O governo fez um esforço, não só pelo Ministério do Esporte. As empresas estatais intensificaram esforços. Creio que há uma correspondência [do resultado] daquilo que investimos. Embora, evidente, que precisamos e podemos melhorar muito para 2016", disse o ministro Aldo Rebelo.

O ministro afirmou que o COB "compreende o conceito de que temos que estar à altura de ser país-sede".

Rebelo ainda não quis falar em números. Só reafirmou que o objetivo é ficar entre os dez primeiros em medalhas.

O COB usou o número dos dez primeiros para projeções. Em total de medalhas, Coreia do Sul e Itália ficaram na nona e décima posições, com 28.

A nova meta única de medalhas pode ser divulgada já com o plano de incremento de investimentos no esporte, que será anunciado pela presidente Dilma Rousseff provavelmente ainda em agosto.

Foi um programa elaborado em conjunto com o COB e que também estabelecerá metas por esporte. O governo promete divulgar todos os dados. "Com os recursos adicionais, vamos ter uma visão do todo e uma visão do individual, por cada confederação. Isso será feito aos poucos. Será tudo transparente", afirmou Ricardo Leyser, secretário de alto rendimento.

"Foi o governo que obrigou o COB a estabelecer plano de metas para Londres-2012. Antes, o comitê se recusava. Foi uma questão de cultura rompida", completou Leyser.

O comitê estimou 15 medalhas. O ministério, 20. "Ficamos na média. Para o COB, foi acima da expectativa. No nosso prognóstico, chegamos perto", disse Rebelo.

Além da meta única, o plano incluirá bolsa para treinadores, como as dos atletas, e melhorias na infraestrutura. O governo ainda não divulga qual o valor a ser investido.
Mas fica claro que não aceitará do COB um plano pouco ambicioso como em Londres.

"Temos que trabalhar individualmente com cada esporte para ter o seu melhor resultado histórico. Mas, como a razão se impõe, sabemos que não dá para ter 100%. Mas o vôlei já se cobra internamente quatro ouros. É importante se situar para saber como ficar entre os dez", justificou o secretário.

Folha.com

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