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Médico. Psicoterapeuta. Doutor em Psiquiatria e coordenador do Curso de Medicina da UFPB. Contato: givaldomedeiros@uol.com.br

Terceira dose pelo bem de todos

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publicado em 17/08/2021 às 07h50
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Muita confusão nessa semana. Flordelis, do partido das almas perdidas, perdeu o mandato e foi para a prisão. Jefferson também foi. Muita tensão na terra e no ar. Um país dividido e cheio de manifestações. Mas o que não falta são analistas políticos. Temos para mais de duzentos milhões. E depois que a seleção deixou de nos encantar, então, a toda hora novos analistas surgem. Deixo para eles, a análise dessas questões.

Também me chamou a atenção, as mortes de Paulo José e Tarcísio Meira. O primeiro de doença crônica; o segundo, mais uma vítima do vírus infernal. Não sou o melhor cronista para falar de personagens do meio artístico, mas sobre aspectos da morte por covid, atrevo-me.

TM fez parte da dramaturgia brasileira desde 1950. Além de galã de gerações, chamou a atenção pela longevidade da relação com outra artista, Glória Menezes, juntos desde o início dos anos 1960. Agora, no último setembro, não tiveram o contrato renovado com a Globo; e a emissora perdeu, certamente, a oportunidade de prestar a última homenagem a eles. Ser descartado, aliás, é a sina que a todos nós trabalhadores esperamos, nesse concorrido mercado de trabalho.

Sobre a morte, notei que as notícias evitaram citar a CoronaVac, como a vacina que o ator havia tomado. Bobagem. Discutir, a essas alturas, a eficácia das vacinas em determinadas faixas etárias, é mais que necessário. Ademais, não é notícia desconhecida que a União Europeia desconfia da sua efetividade. Assim como, os estadunidenses. Não adianta esconder, são fatos.
Não se discute sobre não tomar vacina. Isso deixa para os americanos, que têm um PIB de 21 trilhões de dólares, dez vezes mais que o nosso, são fabricantes de diversas vacinas e podem se dar ao luxo de doarem milhões de doses a outros países. Em vista das condições deles, somos de um SUS carente demais, para rejeitar qualquer dose. De outra forma, considero essa questão ultrapassada por aqui.

Mas já passou da hora de se pensar numa terceira dose, uma Pfizer de preferência. Deixar de encobrir essa fragilidade da Corona, e garantir que TODOS, sem distinção, fiquem bem protegidos, dentro dos limites possíveis, tanto contra o acometimento da doença, quanto a morte dos acometidos.

Mesmo considerando vacinas de ponta, os EUA autorizaram a terceira dose para aqueles que apresentam alguma baixa de imunidade, como os transplantados. Alemanha, França e Israel estão iniciando uma dose de reforço. Nós estamos pertinho de atingir a primeira dose em todos os maiores de 18 anos. Está na hora!

Não podemos omitir as vantagens da CoronaVac: tem perfil de efeitos colaterais bem amenos, boa tolerabilidade, e que é fabricada com tecnologia já conhecida. Mas não se pode esquecer que sua eficácia foi apresentada como sendo de 50,38%. Limite mínimo para aprovação e aplicação emergencial. Passado o primeiro momento, no entanto, faz-se necessário, imperioso até, aumentar essa efetividade, com um reforço que proporcione maior imunidade.

Eu e todos os profissionais de saúde, aqueles mais expostos à contaminação e ao risco de transmitir, que tomaram CoronaVac, assim como os idosos que, pela faixa etária, também a usaram, precisam ter garantido esse direito. Vamos cuidar logo disso, sem treta e sem discórdias. Terceira dose, pelo bem de todos.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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