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O Partido Progressistas (PP) avalia que terá dificuldades para renegociar alianças em estados do Norte e do Nordeste do país nas eleições de 2022 após a chegada do senador Ciro Nogueira no governo federal para comandar a Casa Civil. A avaliação de deputados da legenda é que principalmente nos estados do Maranhão, da Bahia e de Pernambuco as alianças caminhavam para o lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Parlamentares ouvidos pela revista Veja disseram que a o partido terá um desafio pela frente já que, pelo menos por enquanto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e Lula polarizam a disputa presidencial.
Com uma bancada de 41 deputados na Câmara e sete senadores, o PP faz parte do chamado Centrão – grupo de diversos partidos que existe desde a segunda metade dos anos de 1980 e que deu sustentação no Congresso a presidentes da República. Em 2018, durante a campanha eleitoral, Bolsonaro criticou a atuação do Centrão ao longo da história política do Brasil e prometeu não se aliar a ele.
Ainda há a expectativa de deputados do PP de que Bolsonaro volte para o partido. A nomeação de Ciro Nogueira na Casa Civil está sendo vista como um sinal de embarque na legenda. Recentemente, fracassou o acordo de Bolsonaro para se filiar ao Patriota. Nos bastidores, o clima dentro do PP do Rio de Janeiro é de apreensão. O estado é a base eleitoral do presidente e de dois de seus filhos: o senador Flávio Bolsonaro (Patriota) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos). Com isso, integrantes da legenda temem que o clã assuma o controle da estrutura da sigla e do fundo partidário.
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