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economia em crise

Desemprego atinge 14,8 milhões de brasileiros

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publicado em 27/05/2021 às 09h49
atualizado em 27/05/2021 às 08h32
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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (27), mostram que o desemprego no Brasil atingiu a taxa recorde de 14,7% no 1º trimestre de 2021, chegando a 14,8, milhões de pessoas. “É a maior taxa e o maior contingente de desocupados de todos os trimestres da série histórica, iniciada em 2012”, informou o IBGE.

O resultado representa uma alta de 6,3%, ou de mais 880 mil pessoas na fila por um emprego no país, na comparação com 4º trimestre de 2020. Em 1 ano, 1,956 milhão de pessoas entraram nas estatísticas do desemprego.

A população desalentada (quem desistiu de procurar uma oportunidade no mercado de trabalho) também atingiu patamar recorde, reunindo 6 milhões de pessoas, ficando estável frente ao trimestre móvel anterior e crescendo 25,1% ante o mesmo período de 2020. O maior número estava na Bahia (785 mil desalentados, ou 13,2% do contingente nacional).

O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada era de 75,3% dos empregados do setor privado. Os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (88,4%), Rio Grande do Sul (84,7%), Paraná (83,8%) e São Paulo (82,7%) e os menores, no Maranhão (48,0%), Piauí (54,5%) e Pará (54,6%).

Já o percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 27,8%. Os maiores percentuais foram do Amapá (37,2%), Amazonas (35,4%) e Maranhão (35,2%) e os menores, do Distrito Federal (20,2%), São Paulo (24,0%) e Minas Gerais (24,9%).

Informalidade – A taxa de informalidade para o Brasil foi de 39,6% da população ocupada, segundo a pesquisa. As maiores taxas ficaram com Maranhão (61,6%), Amazonas (59,6%) e Pará (59,0%) e as menores, com Santa Catarina (27,7%), Distrito Federal (29,3%) e São Paulo (29,5%).

No Brasil, o rendimento médio real mensal habitual foi de R$ 2.544, mantendo estabilidade em ambas as comparações. Entre as unidades da Federação, frente ao trimestre anterior, somente Paraíba (-11,8%) e Amazonas (-8,3%) mostraram variações significativas. Frente ao mesmo trimestre de 2020, só houve variação no Rio de Janeiro (7,9%).

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