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Araújo nega ataques à China e é acusado de mentir

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publicado em 18/05/2021 ás 11h31
atualizado em 18/05/2021 ás 14h42
Foto: Agência Senado

A CPI da Covid ouve nesta terça-feira (18) o depoimento do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo. Na pauta, ações e eventuais omissões de Araújo em negociações internacionais visando a vacinas, insumos e medicamentos, entre outros temas. Araújo negou que tenha feito declarações antichinesas e foi acusado de mentir pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM).

“Jamais promovi atrito com a China”, disse Ernesto. “Está faltando com a verdade […] nega aquilo que escreveu”, rebateu Aziz. O presidente da CPI lembrou de artigo de 2020 em que o ex-chanceler deu declarações anti-China.

O relator Renan Calheiros (MDB-AL) questionou o porquê de Araújo ter sido contrário à adesão ao consórcio Covax Facility. Ex-chanceler negou ser contra e disse que a opção de 10%, ao invés de 50% a que o Brasil teria direito em vacina, foi tomada pelo Ministério da Saúde.

Araújo ainda negou a existência de grupo de aconselhamento paralelo ao presidente Bolsonaro para assuntos relacionados à pandemia. Negou também a influência direta do professor Olavo de Carvalho.

O ex-ministro se eximiu de responsabilidade sobre problemas no recebimento de insumos para vacinas por conta de relações diplomáticas com a China. “Jamais foi identificada correlação com atraso e atuação da minha parte”, afirmou. E disse considerar que a aproximação com os EUA ajudou o Brasil em alguns aspectos no enfrentamento à pandemia em 2020, mas não com vacinas, já que no governo Trump houve a proibição de qualquer exportação de imunizantes.

Araújo ainda afirmou que sua gestão não foi marcada por alinhamento automático com os EUA ou atritos com a China. A reaproximação com os EUA se deu em contraponto a um “afastamento” que, no seu entender, ocorreu em gestões anteriores.

Sobre a saída do cargo, o ex-ministro disse não ter sido demitido do cargo de chanceler “por questão de vacinas”, mas pelo que classificou como “dificuldades” que poderiam comprometer o relacionamento do Ministério das Relações Exteriores com o Senado.

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