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VANDALISMO EM IGREJA

Secretário vê “falta de atenção” ao patrimônio de JP

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publicado em 10/01/2021 às 16h40
atualizado em 11/01/2021 às 03h50
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O secretário executivo do Turismo de João Pessoa, Ferdinando Lucena, lamentou, neste domingo (10), o vandalismo contra a Igreja São Pedro Gonçalves. O templo histórico da Igreja Católica, localizado no bairro de Varadouro, amanheceu pichado.

De acordo com Ferdinando, uma falta de “olhar diferenciado” nas gestões anteriores tem enfraquecido ações voltadas para o Centro Histórico.

“Fico triste quando vejo vândalos destruindo nosso patrimônio histórico erguido com muitos sonhos e esperança. A falta de um olhar diferenciado nestes últimos anos serviu para enfraquecer a nossa história e às ações em prol do nosso inestimável Centro Histórico que foi tombado pelo Iphan, em 2009. O tombamento abrange 502 edificações em uma área de 370 mil m²”, escreveu no Twitter.

De acordo com assessoria da Arquidiocese da Paraíba, a ação dos vândalos ocorreu durante a madrugada. Além da fachada e as portas  frontal da igreja, também foram pichado o muro do templo católico e outro locais próximos.

“Viva o pixo raiz”, diz uma frase escrita no muro. A sociedade que cria o Marginal”, diz outra inscrição.

Ainda segundo a  Arquidiocese, essa não é a primeira vez que as igrejas são alvos dos pichadores.

A Igreja de São Frei Pedro Gonçalves foi construída em 1843 e está localizada próxima ao Rio Sanhauá, e nas ruínas soterradas embaixo da igreja.

O prédio passou por uma restauração em 2000. Em julho de 2000, durante trabalhos de restauração, foram identificadas pelos historiadores, arqueólogos e arquitetos, as ruínas de uma fortificação cuja periodização foi estabelecida como sendo de fins do século XVI. Com cerca de 10.000 m² de área, as ruínas encontravam-se soterradas.

Numa avaliação preliminar por técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, pode-se tratar das “Muralhas do Varadouro”. Vestígios de muros de pedra calcária, que atingem em alguns trechos entre oito e dez metros de altura que pode  remeter às primeiras ocupações da então Capitania da Paraíba, de 1585.

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