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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração e atual presidente da Academia Paraibana de Ciência da Administração. E-mail: admmariotourinho@gmail.com

Entre Cícero e Nilvan

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publicado em 20/11/2020 às 09h26
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Em meados de outubro aqui eu escrevera sobre “entre a vontade e a capacidade de fazer”, referindo-me às propostas que estavam sendo anunciadas pelos 14 candidatos a prefeito de João Pessoa e já ressalvando que a capital paraibana estava com o privilégio de contar com pelo menos metade desses pretendentes que realmente demonstrava não só a boa intenção para governar, mas, especialmente, um embasamento quanto a necessidade de (re)unir pessoas, instituições e esferas governamentais para que sejam alcançadas as melhorias em favor da cidade e de seu povo.

A escolha da população, no recente 15 de novembro, foi a de que se classificassem Cícero Lucena e Nilvan Ferreira para o chamado 2º turno da decisão eleitoral, cuja votação dar-se-á dia 29 do mês em curso.

Estes dois escolhidos (Cícero e Nilvan) estão entre esses candidatos com consciência governamental, como, por exemplo, no segmento do transporte coletivo urbano. Enquanto outros anunciavam que a tarifa dos ônibus ficaria congelada por quatro anos sem dizerem o “como”, estes dois concorrentes bem sabem e expressavam que, a ser adotada uma medida dessa natureza, a Prefeitura deve subsidiar! São conscientes de que é o próprio órgão municipal, a Semob-JP, composta de competentes técnicos, o responsável por elaborar os estudos e definir o valor da tarifa necessária à sustentabilidade do serviço. Sabem até que, tomando por referência a cidade de São Paulo, lá a tarifa cobrada ao passageiro (cobrada ao passageiro, repita-se) é de R$ 4,40 enquanto a Prefeitura complementa-a  com R$ 3,25 (quase metade da tarifa), em forma de subsídio, o valor técnico real dessa tarifa (R$ 7,65).

Outra questão em relação à qual esses dois candidatos demonstraram estar bem conscientes é quanto aquele aspecto ao qual me referi citando que jamais uma cidade, como João Pessoa, transformar-se-á em um paraíso se em seu entorno contar com “inferninhos”. Daí a necessidade de um trabalho com visão metropolitana, buscando-se (re)unir, também, os gestores de municípios como Cabedelo, Bayeux, Santa Rita e até Conde, e, igualmente, o Governo do Estado, para a execução de programas que evitem, por exemplo, tantas pessoas nas travessias e sob os semáforos estendendo uma placa com pedido de “uma esmolinha pelo amor de Deus!” ou “instaladas”, sob o relento, nas calçadas da beira-mar com o mesmo estender de mãos implorando algo para alimentar-se.

É um desafio muito complexo que o eleito tem pra enfrentar!

Esperemos, pois, o resultado da votação do dia 29.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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