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Médico. Psicoterapeuta. Doutor em Psiquiatria e coordenador do Curso de Medicina da UFPB. Contato: givaldomedeiros@uol.com.br

Chegando atrasado

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publicado em 17/11/2020 às 06h20
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Quando esse artigo estiver em sua tela, as apurações todas já ocorreram. Alguns poucos estarão comemorando. Não creio que a população estará mais confiante, alegre ou esperançosa. Como sabemos, o mais provável é que tudo continuará como antes; aguardando Papai Noel, (foto) que, segundo me disseram, aparecerá numa live, e prometendo presentes para o ano que vem.

Não por menos, num país onde só se viu um destaque de prefeito, não carrego expectativa. São poucas as chances de que alguma coisa mude para melhor com essas eleições. Apenas um prefeito, o Sr. Sergio Meneguelli, de Colatina – ES, conseguiu apresentar alguma coisa nova. Suas realizações não precisaram de muito planejamento, ou investimentos a mais do que previsto no orçamento anual de sua prefeitura.

Coisas simples. Começa que o homem se considera o servidor número 1, e não um cacique eleitoral. Gastou 26 mil na campanha, contra mais de um milhão dos adversários. Cancelou festas e gastou o dinheiro do município em obras. Seu maior mérito? Não era um político de profissão. Para ficar claro, embora tivesse , nas pesquisas eleitorais, larga margem de vantagem, não se candidatou à reeleição. Seu sucesso foi administrar com honestidade. E, muito possivelmente, por isso, foi apontado como o melhor prefeito. De fato, a gente sabe que esse tipo de político é uma raridade. O que mais se viu, ainda há pouco, foi prefeito se alimentando do mísero dinheiro que veio para combate a uma pandemia mortal.

Enquanto isso, espera-se uma segunda onda. Profissionais de saúde comentam o aumento de casos; porém, tudo ficou à espera das eleições. Da contagem dos votos. Oxalá, espero que hoje, terça-feira, já não tenha explodido algum barril de Sars-CoV-2. Um amigo em Paris, relatou-me a situação nesse domingo. Voltou o confinamento, como ele chama, até primeiro de dezembro. Os que podem trabalhar em home office não saem de casa. Como o impacto sobre a economia foi sentido, na segunda onda, atividades econômicas foram mantidas. A construção civil continua. As escolas continuam ensinando. Os parques, abertos, com as devidas precauções de máscaras e distanciamento. Uma vez por dia, no raio de 1 km de sua casa, você pode caminhar.

Pois é. Acabei contrariando ao amigo Kubi Pinheiro que faz a outra crônica aqui nesse mesmo espaço. Ele já pediu para não se falar mais em Covid. É que, ressabiado de tantos outros pleitos; fico a esperar que tudo possa se repetir, uma ou outra coisa tenha melhora, como foi desde o meu primeiro voto. Ainda corremos risco. Vai que algum prefeito derrotado resolva se vingar do eleitorado traidor e nos prenda para sempre. Vou aqui buscar autoestima na música, na arte e na poesia. E me desculpem, se tudo já aconteceu e eu acabei chegando atrasado.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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