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Jornalista paraibano, sertanejo que migrou para a capital em 1975. Começou a carreira  no final da década de 70 escrevendo no Jornal O Norte, depois O Momento e Correio da Paraíba. Trabalha da redação de comunicação do TJPB e mantém uma coluna aos domingos no jornal A União. Vive cercado de livros, filmes e discos. É casado com a chef Francis Córdula e pai de Vítor. E-mail: kubipinheiro@yahoo.com.br

“Demo” (povo) e de “kratia” (poder)

Comentários:
publicado em 27/06/2020 às 07h00
atualizado em 27/06/2020 às 06h40
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Com a licença de compadre Heron Cid, vou tocar nesse assunto democrático sem lirismo, nem ingenuidade: precisamos nos unir para salvar nosso país. Do jeito que vai, não vai, não sai do canto. Nem no arranco. Toda hora escuto falar que um restaurante fechou as portas. Essa semana li e fiz um texto curto para o MaisPB, do fechamento do “Sheraton Reserva de Paiva”, um complexo luxuoso hoteleiro de Pernambuco. E nem vamos falar do Hotel Tambaú, que mora praticamente dentro do mar e está a ver navios.

A operacionalização de uma gloriosa ideia assentada num pragmatismo econômico está desabando, mas é preciso levantar a bunda da cadeira. Bem-intencionado, um amigo me falou que se cada um fizer sua parte, o país voltará a funcionar e cada qual com seus “cuidados”. Certo, mas de pés e cabeça, não metendo os pés pela cabeça.

Economia como esteio, como saída para retomada do avanço do país, principalmente o Brasil de hoje, se arrastando numa pandemia que entra dia e sai noite e não sai disso.

Não faz muito tempo, coisa de há um ano atrás ou mais, já víamos na calçada da praia e em toda cidade, pessoas vendendo milho cozinhado, trufas, chapéus, saladas etc e já era a assombrosa crise. Aquilo da massa justificando o ganha pão me impressionava, mas não é de ontem, nem de hoje, que grande parte da população rala para sustentar a família. E essa parte está recebendo o auxílio do Governo (parte dela, é claro, porque muitas pessoas receberam sem ter direito).

A reflexão que faço e o empenho da cidadania, pelo tanto que oferece, pela luta de cada um, precisamos colocar em prática essa palavra tão usada – “democracia” e salvar o nosso país. Não podemos chegar a 2021 isolados. Precisamos migrar. Ou “cairemos um a um ou morreremos todos”, como diz um amigo do K.

O momento não é de festa e sim de orientação, cuidados, mas festas estão acontecendo nos quatro cantos, como a peitar o que somos e o que poderemos não ser.

Infelizmente, de há muito, que a corja transformou o país num espaço onde não há lugar para o diálogo, gingando entre os horrores, seja nas redes sociais ou na tevê, com a perversão de uma linguagem-imagem de quem não ama o Brasil.
Há esperança, Heron? Celebraremos o Brasil que vencerá seus algozes?

Kapetadas

1 – Eu tenho esse problema eu gosto das pessoas.
2 – Li que Allan Kardec do Palmeiras era ruim de passe?

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