João Pessoa, 01 de junho de 2020 | --ºC / --ºC Dólar - Euro

ÚltimaHora
isolamento rígido

Força policial só será usada em caso de desacato

Comentários:
publicado em 01/06/2020 às 14h30
atualizado em 01/06/2020 às 13h40
A- A+
Barreira no bairro Cruz das Armas, em João Pessoa

O Governo da Paraíba e a prefeitura de João Pessoa concederam uma entrevista, na manhã desta segunda-feira (01), para esclarecer o decreto que torna mais rígido o isolamento na Região Metropolitana da Capital.

De acordo com o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Medeiros, a medida foi necessária para “evitar um colapso na saúde”.

Todas as atividades que já estavam suspensas através do decreto anterior, seguem paralisadas. A exemplo de bares, academias, restaurantes,  exceto em casos de delivery.

“É fundamental que na Grande João Pessoa haja um esforço adicional, seja feito um isolamento mais rígido para que possamos melhorar a situação epidemiológica e permitir que em 15  de junho possamos voltar à normalidade”, disse o procurador-geral do Estado, Fábio Andrade.

Segundo Andrade, a fiscalização do cumprimento será feita pelas forças de Segurança do Estado e dos municípios. “Se for sair de casa, precisa comprovar a necessidade de sair”, pontuou.

O secretário de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa, Zennedy Bezerra, disse que o serviço de delivery segue autorizado, como também a  proposta de que clientes possam ir até os estabelecimentos para pegar produtos, como em restaurantes, floriculturas e lanchonetes.

Nesse caso, os motoboys que necessitam circular precisam apresentar um comprovante nas barreiras para que possam ser autorizados a seguir com a entrega.

Segundo Bezerra, a força policial só será usada em caso de desacato.

“As condutas de mutas e notificações eventualmente de quem estiver desobedecendo serão aplicadas pelos órgão de controle”, disse.

Apesar do questionamento do Portal MaisPB de quais serão as sanções, o secretário de Segurança Pública do Estado, Jean Nunes, se limitou a dizer que elas se referem ao que está previsto em lei, sem esclarecer, por exemplo, qual seria o valor da possível multa ou o tempo de detenção, caso ocorra.

O procurador-geral de João Pessoa, Aldemar  Regis, lembrou que as atividades religiosas seguem apenas de forma online.

“O município de João Pessoa renovou o decreto anterior e prorrogou as medidas vigentes. Essas atividades [religiosas] já eram permitidas e vão continuar sendo. Quem vai precisar circular, seja para lives ou para prestar assistência social aos mais vulneráveis, podem circular, só precisam comprovar por declaração ou certidão”, lembrou.

Assista:

MaisPB

error: Alerta: Conteúdo Protegido !!